terça-feira, 30 de novembro de 2021

Pix Saque e Pix Troco já estão disponíveis aos usuários

 


A partir desta segunda-feira (29) passam a valer duas novas modalidades do Pix: Saque e Troco. Os usuários poderão fazer saques em locais como padarias, lojas de departamento e supermercados, não apenas em caixas eletrônicos.

Segundo o BC (Banco Central), a oferta dos dois novos produtos da ferramenta aos usuários é opcional, cabendo a decisão final aos estabelecimentos comerciais, às empresas proprietárias de redes de autoatendimento e às instituições financeiras.

Pix Saque

O Pix Saque permitirá que os clientes de qualquer instituição participante do sistema realizem saque em um dos pontos que ofertar o serviço.

Estabelecimentos comerciais, redes de caixas eletrônicos compartilhados e participantes do Pix, por meio de seus serviços de autoatendimento próprios, poderão ofertar o serviço. Para ter acesso aos recursos em espécie, o cliente fará um Pix para o agente de saque, em dinâmica similar à de um Pix normal, a partir da leitura de um QR Code ou do aplicativo do prestador do serviço.

Pix Troco

No Pix Troco, a dinâmica é praticamente idêntica. A diferença é que o saque de recursos em espécie pode ser feito durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Nesse caso, o Pix é feito pelo valor total, ou seja, da compra mais o saque. No extrato do cliente aparecerá o valor correspondente ao saque e à compra.

Limite

O limite máximo das transações do Pix Saque e do Pix Troco será de R$ 500,00 durante o dia, e de R$ 100,00 no período noturno (das 20h às 6h). De acordo com o BC, haverá, no entanto, liberdade para que os ofertantes dos novos produtos do Pix trabalhem com limites inferiores a esses valores, caso considerem mais adequado aos seus fins.

Tarifas

De acordo com o BC, não haverá cobrança de tarifas para clientes pessoas naturais (pessoas físicas e microempreendedores individuais) por parte da instituição detentora da conta de depósitos ou da conta de pagamento pré-paga para a realização do Pix Saque ou do Pix Troco em até oito transações mensais.

A partir da nona transação realizada por mês, as instituições financeiras ou de pagamentos detentoras da conta do usuário pagador podem cobrar uma tarifa pela transação.

O valor da tarifa cobrada é de livre estabelecimento pela instituição e deve ser informado ao usuário pagador antes da etapa de confirmação da transação. “Os usuários nunca poderão ser cobrados diretamente pelos agentes de saque”, destacou a instituição.

O BC explica ainda que os quatro saques tradicionais gratuitos realizados pelo usuário fora do âmbito do Pix Saque e Pix Troco podem ser descontados da franquia de gratuidades (oito por mês). Ou seja, se o usuário realizar um saque da sua conta, sem ser por meio do Pix Saque ou Pix Troco, esse saque poderá ser contabilizado e sua franquia de gratuidades poderá ser reduzida de oito para sete, a critério da instituição.

Para o comércio que disponibilizar o serviço, as operações do Pix Saque e do Pix Troco representarão o recebimento de uma tarifa que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, a depender da negociação com a sua instituição de relacionamento.

O Sul

Saiba o que muda nas regras do vale-refeição do governo

 


O governo federal fez alterações nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), instituído em 1976. Entre as mudanças estabelecidas no decreto nº 10.854, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último dia 10, está a possibilidade de o trabalhador utilizar o seu vale-refeição em um número maior de restaurantes e não apenas nos credenciados pela respectiva bandeira. As novidades valerão a partir de 2023.

“A partir da eficácia da norma, o trabalhador vai poder comer em qualquer instituição que aceite o ticket e, com isso, você coloca o trabalhador pagando refeições mais baratas pela questão da concorrência e também tendo maior número de opções, conseguindo adequar melhor as suas preferências à disponibilidade de restaurantes”, explica o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Silva Dalcolmo.

Segundo o governo, um dos objetivos do decreto é abrir o mercado das empresas de vale-alimentação. De acordo com Dalcolmo, este é um mercado grande, de cerca de R$ 90 bilhões, mas é dominado por quatro grandes empresas que respondem por todo o processo, desde a assinatura do acordo.

“São essas quatro empresas que têm a capacidade de fidelizar as empresas beneficiárias do PAT, de credenciar os restaurantes, de fazer pagamento para os restaurantes e, com isso, elas ganham uma margem de manobra e um poder de mercado muito grande”, ressalta o secretário.

O prazo de adaptação, tanto das empresas que já fazem parte desse mercado, quanto das que vão entrar, é de 18 meses para que as operadoras possam redesenhar suas estratégias de acordo com as novas regras.

Mudanças

Os benefícios alimentação e refeição poderão ser oferecidos no mesmo cartão, desde que a Operadora PAT garanta contas separadas para cada benefício, de acordo com o advogado Luiz Fernando Alouche, responsável pelas áreas Trabalhista e Previdenciária do escritório IWRCF.

“Vale reforçar que o programa não permite a migração de saldo entre os benefícios, com o objetivo de assegurar a destinação específica de cada modalidade e a aplicação de planos nutricionais mais eficientes”, completa Alouche.

A nova regulação do programa também oferecerá a opção de portabilidade. Isso significa que o trabalhador terá a oportunidade de escolher a operadora de sua preferência. “O texto da lei previu a opção pela portabilidade para daqui a 18 meses. Até o momento, não foram publicados detalhamentos de como funcionará essa execução”, afirmou o advogado.

Leandro Antunes, professor de Direito Trabalhista do Ibmec, chama atenção para a modificação relacionada ao saldo remanescente, ou seja, o dinheiro que sobrou na conta. Mesmo após a rescisão do contrato de trabalho, o empregado poderá usar o benefício integralmente.

“A nova regulação vai estabelecer que os créditos são de titularidade do trabalhador. Ele vai poder utilizar todo o valor destinado a sua alimentação. E, ainda que sobre eventualmente alguma quantia, o crédito continua sendo do funcionário.”

O Sul

Elséve Hidra Hialurônico Kit - Shampoo + Condicionador + Creme de Pentear + Máscara + Creme Noturno - Elseve

 


O kit contém: 1 Shampoo Elséve Hidra Hialurônico - 400ml 1 Condicionador Elséve Hidra Hialurônico - 400ml 1 Creme para Pentear Elséve Hidra Hialurônico - 250ml 1 Máscara de Hidratação Elséve Hidra Hialurônico - 300g 1 Creme de Hidratação Noturna Elséve Hidra Hialurônico - 200ml Shampoo Elséve Hidra Hialurônico Preenche o cabelo com hidratação profunda para um cabelo leve e solto. Cabelos Hidratados; Cabelos Saudáveis; Shampoo hidratante; Sem Frizz. Modo de Uso : Aplique nos cabelos molhados e massageie suavemente. Enxágue. Repita a operação se necessário. Benefícios • Limpeza Profunda; • Hidratação; • Preenche a fibra capilar; • Cabelos Leves, soltos e Saudáveis. Condicionador Elséve Hidra Hialurônico : Hidrata profundamente, desembaraça e sela o cabelo. Para um cabelo leve e solto. Cabelos Hidratados; Cabelos Saudáveis; Condicionador Selador; Condicionador Hidratante; Sem Frizz. Modo de Uso : Aplique em todo o comprimento, até as pontas. Deixe o produto agir e enxágue abundantemente. Benefícios • Hidratação Profunda; • Controla o frizz; • Desembaraça os fios; • Sela as cutículas; • Maciez; • Cabelos Leves, soltos e Saudáveis. Creme para Pentear Elséve Hidra Hialurônico : Hidrata, protege e dá brilho. 72 Horas de frizz controlado! Para um cabelo leve e solto. Cabelos Hidratados; Cabelos Saudáveis; Condicionador Selador; Condicionador Hidratante; Sem Frizz. Modo de Uso : Aplique sobre o cabelo úmido ou seco. Não enxágue e penteie como de costume. Benefícios • Hidratação Profunda; • Elimina o frizz; • Desembaraça os fios; • Sela e previne contra pontas duplas; • Brilho intenso sem pesar; • Cabelos Leves, soltos e Saudáveis. Máscara de Hidratação Elséve Hidra Hialurônico : Hidrata Profundamente, suaviza e dá brilho. Para cabelos leves e soltos. Cabelos Hidratados; Cabelos Saudáveis; Condicionador Selador; Condicionador Hidratante; Sem Frizz Modo de Uso : Aplique nos fios lavados e úmidos e deixe agir por 5 minutos. Enxágue bem. Benefícios • Hidratação Profunda; • Elimina o frizz; • Desembaraça os fios; • Brilho intenso sem pesar; • Cabelos Leves, soltos e Saudáveis. Creme de Hidratação Noturna Elséve Hidro Hialurônico : 4 vezes mais hidratação e maciez sem pesar. Para cabelos leves e soltos. Cabelos Hidratados; Cabelos Saudáveis; Extermina Frizz; Sem Frizz; Alinhado; Creme noturno; Hidratação Noturna. Modo de Uso : Aplique no comprimento e nas pontas do cabelo e deixe agir durante a noite. No dia seguinte, a lavagem do cabelo é opcional. Benefícios : • Hidratação Profunda; • Controla o frizz; • Desembaraça os fios; • Sela as cutículas; • Maciez.

Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/elseve-hidra-hialuronico-kit-shampoo-condicionador-creme-de-pentear-mascara-creme-noturno-elseve/p/bjcj263k51/PF/KTTC/?campaign_email_id=3330&utm_campaign=email_261121_sex_black&utm_medium=email&utm_source=magazinevoce&utm_content=produto-bjcj263k51

Alta dos juros faz procura por consórcios bater recorde, diz Itaú

 


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Valor investido por clientes em cotas mais do que dobrou desde o ano passado

SÃO PAULO

O banco Itaú registrou recorde na procura por consórcios no terceiro trimestre deste ano. Os clientes que aderiram à modalidade investiram R$ 5,4 bilhões em suas cotas, valor 111% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A receita acumulada neste ano até setembro atingiu R$ 14,4 bilhões, 125% maior do que a obtida em igual período de 2020. O número de cotas comercializadas no trimestre também cresceu, chegando a 59 milhões, segundo o Itaú.

 

O banco diz que os consórcios são em geral a terceira opção dos seus clientes para aquisição de imóveis e veículos, mas a demanda tem crescido nos últimos meses por causa do aumento das taxas de jurosque incidem sobre empréstimos e outros tipos de financiamento.

Fonte: Folha Online - 29/11/2021 e SOS Consumidor

Aumento de famílias pobres com desconto na conta de luz deve encarecer ainda mais tarifas

 


O agravamento da situação econômica do País devido à pandemia de covid-19 aumentou o número de famílias de baixa renda inscritas na Tarifa Social, programa que dá desconto na conta de luz. Os custos para manter os subsídios aos mais carentes são bancados por todos os consumidores por meio de encargos nas faturas.

Assim, a expansão da política pública, que pode ser ainda mais ampla nos próximos anos por conta da situação fiscal do País e empobrecimento da população, pode demandar mais recursos e pressionar as tarifas de energia, que ficarão mais caras por conta das despesas das medidas devido à crise hídrica.

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que de 2014 a 2020, a quantidade de beneficiários do programa se manteve em cerca de 9 milhões. No início de 2021, este número subiu para cerca de 12 milhões. A nota técnica aponta que o aumento certamente está relacionado ao agravamento da situação do País na esteira da pandemia de covid-19.

O custo para manter os subsídios este ano será de cerca de R$ 3,6 bilhões. Segundo o Ipea, de março de 2020 a janeiro de 2021, o valor mensal de subsídios saltou de pouco mais de R$ 230 milhões para quase R$ 300 milhões – um aumento de 30% em menos de um ano.

Os descontos são custeados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo financiado por meio de encargos nas contas de luz de todos, incluindo grandes indústrias, para garantir subsídios para alguns consumidores e segmentos.

A conta pode ser ainda mais pesada nos próximos anos. A nota técnica indica que há potencial de crescimento na quantidade de beneficiários da Tarifa Social. Isso porque a base de dados do governo, o Cadastro Único, tem mais de 20 milhões de inscritos.

Ou seja, tirando os que já participam do programa, há outras milhões de famílias que podem se tornar beneficiários, desde que atendam a alguns critérios. De acordo com o Ipea, é esperado um aumento para este e próximos anos da quantidade de brasileiros que poderão participar de políticas sociais.

“Os resultados encontrados mostram um potencial de aumento significativo dos desembolsos com subsídios do programa”, aponta a nota técnica elaborada a pedido da Controladoria-Geral da União (CGU).

“Faz-se, pois, necessário o monitoramento contínuo da evolução da base de inscritos no CadÚnico a fim de assegurar que seus impactos em termos de expansão do cadastro de beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica não acarretem a fragilização da capacidade de financiamento do programa.”

O Técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação e Infraestrutura, Edison Benedito Filho, avalia que, a princípio, a expansão da Tarifa Social é positiva, pois representa que mais pessoas terão acesso à energia elétrica. Mas afirma que isso também representa que o custo a ser repassado para os demais consumidores será mais alto.

“Toda política social tem um lado positivo e um negativo. A princípio, a expansão da tarifa social é positiva, pois visa famílias de mais baixa renda. É bom que elas tenham acesso à energia porque é um bem essencial que traz uma série de benefícios”, afirmou.

“Vai ter um custo isso. Tem se revelado ao longo dos últimos anos que quando aumenta a base de beneficiários, o custo aumentou mais que proporcionalmente. Isso não é culpa das pessoas que estão entrando [no programa], porque estão consumindo mais energia ou algo assim.”

Para ele, mesmo que a expansão aumente o custo para os demais consumidores de energia, o governo não deve parar de conceder os descontos. Ele defende que outras políticas podem ser adotadas em conjunto ou o programa pode ser focado para algum grupo, como os atendidos pelo Bolsa Família.

Apesar do potencial para novas famílias receberem descontos, pode haver algumas barreiras para acesso ao programa, como faixa de consumo mais alta em casas que moram muitas famílias, a falta de atualização dos dados ou de acesso à informação, principalmente em comunidades isoladas.

Outra medida pode contribuir para o aumento dos participantes do programa. A partir de 2022, as distribuidoras deverão inscrever automaticamente famílias de baixa renda na Tarifa Social.

“A gente não espera um impacto tão significativo, mas sim, é um fator que favorece que tenha um aumento na base. Mas a gente não acredita que vai ser um aumento tão explosivo no curto prazo, pelo menos”, avalia Benedito Filho.

Entenda como funciona o programa Tarifa Social de Energia Elétrica
O programa Tarifa Social concede descontos escalonados na conta de luz de consumidores de baixa renda – de 65% para os primeiros 30 kWh consumidos; 40% de 31 kWh a 100 kWh; 10% de 101 kWh a 220 kWh; e zero a partir de 221 kWh.

Indígenas e quilombolas têm 100% de desconto caso consumam até 50 kWh; 40% entre 51 kWh e 100 kWh; 10% de 101 kWh a 220 kWh; zero a partir de 221 kWh. Em média, cada família consome 126 kWh mensais e recebe um desconto de R$ 24.

O Sul

Nova onda de protecionismo no mundo ameaça 50 bilhões de dólares em exportações brasileiras

 


A volta do protecionismo no mundo, que aumentou com a pandemia e tem no Brasil um forte alvo, dado o perfil do país de grande exportador de produtos agropecuários, é uma ameaça direta a quase US$ 50 bilhões em exportações.

A cifra considera itens que, hoje, são mais suscetíveis a barreiras protecionistas, sanitárias e comerciais: carne bovina, soja, farelo de soja e café. E representa metade das vendas externas do agronegócio brasileiro.

No ano passado, as exportações desses produtos somaram US$ 47,6 bilhões. Em 2021, com a alta dos preços das commodities no mercado internacional, a receita exportada deve ser bem maior.

Considerando os dados de 2020, o volume de vendas externas ameaçado com medidas protecionistas corresponderia a quase 20% do total embarcado pelo Brasil para o exterior, que somou US$ 235,8 bilhões.

Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, grande parte das exportações do agronegócio está na linha de tiro, e os superávits gigantescos na balança comercial garantidos pelo setor podem acabar.

“Isso sem contar açúcar, carne suína e frango. O mundo está mais protecionista, e o Brasil tem que fazer o dever de casa”, afirma Castro.

A China parou de comprar carne bovina in natura brasileira há três meses. Pecuaristas americanos, alarmados com a ida para os EUA de parte da carne que não foi para o mercado chinês, pressionam autoridades a suspenderem o ingresso do produto no país.

Mas, hoje, o que mais tem preocupado o governo brasileiro é um projeto de lei apresentado pela União Europeia (UE) ao Parlamento do bloco que pune importadores de commodities extraídas de áreas desmatadas ilegalmente ou mesmo quando o desmatamento legal ocorrer após dezembro de 2020.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, classificou o projeto de protecionista, disse que há uma espécie de “miopia” da UE e criticou o governo francês pelos subsídios a seus agricultores:

“O que eu não posso aceitar é que o meio ambiente seja usado sob a forma de protecionismo comercial. É ruim para os fluxos de consumo e comércio.”

A reportagem do FT pontua que a publicação da proposta da UE aconteceu pouco antes da divulgação de dados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostram que a destruição da Amazônia brasileira saltou para a maior alta em 15 anos, resultando em questionamentos sobre o compromisso do governo em proteger a floresta.

Na avaliação de integrantes do governo brasileiro, os europeus jogam pesado, sem justificativa legal para adotarem barreiras. Uma fonte afirmou que a medida é “uma clara medida protecionista, com o objetivo de exercer pressão sobre outros países. Tudo definido unilateralmente, em desrespeito aos processos negociadores e às normas e tratados internacionais”.

O projeto da UE foi atacado tanto pelo governo brasileiro — a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, chamou a medida de protecionismo climático — como pelos produtores de soja, que o classificaram de afronta à soberania nacional.

Contra-ataque na OMC

O embaixador da Alemanha em Brasília, Heiko Thoms, disse que a maior parte dos produtores agropecuários brasileiros age corretamente, mas pode se prejudicar por um pequeno grupo responsável pelo desmatamento ilegal. Ele acredita que o projeto passará no Parlamento europeu sem dificuldades, pois o texto reforça a política ambiental da UE.

“Os brasileiros deveriam se preparar, porque é uma questão muito séria. Essa direção da UE não vai mudar “,afirmou o diplomata alemão, que sugeriu que Brasil e UE se unam na formação de “cadeias produtivas transparentes”.

O Brasil já tinha planos para se movimentar sobre o tema na 12ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). O evento estava previsto para ocorrer em Genebra, na Suíça, entre esta terça (30) e sexta-feira (3), mas foi suspenso, devido ao agravamento da pandemia

A expectativa era que fosse negociada uma declaração sobre comércio e sustentabilidade. O Brasil vai defender que a OMC não aceite que questões ambientais sejam usadas para justificar barreiras comerciais.

“O Brasil entende que a OMC deve estimular respostas aos desafios do desenvolvimento sustentável. A OMC não pode ser fonte de protecionismo e medidas unilaterais e discriminatórias”, disse o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Itamaraty, Sarquis José Buainain Sarquis.

“Acidente de percurso”

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) argumenta que a demanda por alimentos no mundo está crescendo e o Brasil é um dos grandes fornecedores, mesmo tendo uma legislação rigorosa, que é o Código Florestal.

Para o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, acabar com a destruição da maior floresta tropical do mundo deveria ser uma obsessão e um diferencial para o Brasil. Para ele, o maior desafio é mostrar a diferença entre o atual governo e o País:

“Precisamos deixar claro que Bolsonaro é um acidente de percurso e que, ali na frente, o País será recolocado no rumo certo do debate ambiental.”

O Sul

Fogão Consul 5 bocas cor Inox com mesa de vidro e trempe de ferro fundido - CFS5VAR

 


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Mercado financeiro prevê inflação em 10,15% e expansão do PIB em 4,78%

 


A previsão do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerada a inflação oficial do País, subiu de 10,12% para 10,15% neste ano.

Essa foi a 34ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus de nesta segunda-feira (29), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central), com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação subiu 4,96% para 5%. Para 2023 e 2024, as previsões foram mantidas em 3,42% e 3,10%, respectivamente. A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC.

A meta, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023, as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Na última reunião do Copom deste ano, nos dias 7 e 8 de dezembro, a previsão do mercado financeiro é que a Selic suba para 9,25% ao ano.

Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica chegue a 11,25% ao ano. E para 2023 e 2024, a previsão é de Selic em 7,75% ao ano e 7% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,80% para 4,78%. Para 2022, a expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no País – é de crescimento de 0,58%. Na semana passada, a estimativa de expansão era 0,70%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2% para ambos os anos.

A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana também fique nesse patamar.

O Sul

Organização Mundial da Saúde vê risco elevado na variante ômicron; G7 faz reunião de emergência

 


A variante ômicron do coronavírus representa um risco muito elevado para o planeta, advertiu nesta segunda-feira (29) a OMS (Organização Mundial da Saúde). A organização também afirmou que há muitas dúvidas sobre a variante, especialmente sobre o perigo real que representa.

“Até o momento não se registrou nenhuma morte associada à variante ômicron”, afirmou a OMS em um documento técnico, que também apresenta conselhos às autoridades para tentar frear seu avanço.

“Dadas as mutações que poderiam conferir a capacidade de escapar de uma resposta imune e dar-lhe uma vantagem em termos de transmissibilidade, a probabilidade de que a ômicron se propague pelo mundo é elevada”, afirma a organização. A OMS aumentou a lista de países nos quais a variante foi detectada após os primeiros casos no sul da África, em novembro.

“Em função das características podem existir futuros picos de covid-19, que poderiam ter consequências severas”, disse a OMS. As incógnitas sobre a variante são numerosas, diz, no entanto, a OMS: o nível de contágio, e se esta é inerente às mutações constatadas ou ao fato de a variante escapar da resposta imune; o nível de proteção das vacinas anticovid existentes e a gravidade da doença, ou seja, se a variante causa sintomas mais graves.

G7 em reunião

Os ministros da Saúde dos países do G7 se reuniram em caráter de urgência em Londres, nesta segunda, para tentar frear a disseminação da ômicron. O contágio pela nova variante continua a progredir pelo mundo, causando cada vez mais preocupação e vários países decidiram impor novas medidas para conter a epidemia.

O Japão decidiu fechar seu território para todos os visitantes estrangeiros. Três semanas depois de aliviar algumas restrições para permitir a entrada de viajantes a negócios e estudantes, Tóquio “proibirá todas as entradas de pessoas estrangeiras” a partir desta terça-feira (30), informou o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida.

As autoridades se comprometeram a continuar trabalhando junto com a OMS e outras instituições parceiras, para compartilhar informações e monitorar avanço do vírus. Os ministros devem fazer uma nova reunião em dezembro.

Em nota, reconheceram a “importância estratégica” de garantir acesso às vacinas contra covid-19 e de levar adiante seus compromissos de doações, além de combater a desinformação sobre vacinas e apoiar pesquisa e desenvolvimento.

Pelo Twitter, o secretário de Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, que presidiu a reunião, disse ser “vital” que o G7 continue a colaborar com seus parceiros internacionais “para enfrentar esta nova variante e ameaças futuras”.

O Sul

Nova variante do coronavírus pode infectar mais e matar menos, dizem especialistas

 


A grande quantidade de mutações da ômicron é fato inusitado que precisa ser investigado no Brasil, dizem cientistas. Descoberta na África do Sul, a nova variante do coronavírus apresenta 50 mutações. Cerca de 30 estão localizadas na chamada proteína spike, aquela que permite a entrada do vírus nas células humanas e é um dos principais alvos das vacinas contra a covid-19.

Uma primeira hipótese para a ocorrência de tantas mutações (três vezes mais do que o verificado na variante delta) é a de que ela tenha se desenvolvido em um paciente imunodeprimido que abrigou a variante alpha por muito tempo na África do Sul.

Os testes detectam a ômicron por ela não ter um gene específico – o mesmo da Alpha, segundo especialistas internacionais. “Nunca tínhamos visto uma variante com tantas mutações”, diz o professor Amilcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Tanuri diz ser adepto da hipótese de que os vírus emergentes tendem a se atenuar, conforme vão se espalhando pela população humana. A cada mutação, a tendência é a de que fiquem mais transmissíveis e menos letais.

Gravidade

Os primeiros relatos dos médicos da África do Sul indicam que o vírus se espalha rapidamente, mas sem grande número de casos graves. “Essa observação na África do Sul ainda é empírica, mas corrobora a hipótese de atenuação do vírus e aumento da transmissibilidade”, afirma o coordenador da UFRJ.

“No Brasil, ainda não tivemos acesso à variante ômicron para estudá-la”, diz Tanuri. “Assim que ela for detectada no País, a primeira coisa a ser feita é isolar o vírus e colocar em contato com o soro de pacientes vacinados aqui no Brasil e também infectados com a variante delta”, afirma o virologista.

Dessa forma, será possível saber se ter superado outros coronavírus confere alguma imunidade (proteção cruzada) contra a ômicron. A segunda pergunta que precisará ser respondida é como a nova variante vai se comportar.

Ou seja: se ela vai substituir a delta no Brasil, como parece estar fazendo na África. Como o vírus consegue ser transmitido com uma velocidade maior que o concorrente, ele vence a disputa. O anterior continua circulando, mas em menor proporção. Vale lembrar que a delta acabou não causando um aumento de casos no Brasil – conforme muitos especialistas, por causa de uma combinação de vacinação e medidas sanitárias.

Persistência

Segundo Tanuri, vários grupos publicaram o sequenciamento de vírus encontrados em pessoas que tiveram infecção persistente ou prolongada com as variantes anteriores. Em um estudo realizado na UFRJ com duas dezenas desses pacientes, os pesquisadores observaram que o acúmulo de mutações na proteína spike é proporcional ao tempo em que o vírus permanece no indivíduo.

Para o epidemiologia Cesar Victora, professor emérito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), os relatos dos médicos da África do Sul podem ser um sinal de que o coronavírus está evoluindo como muitos outros vírus que são muito agressivos no início, mas se tornam atenuados com o tempo. “Pode ser que isso esteja acontecendo, o que seria uma boa notícia, mas ainda é cedo para saber”, afirma.

Futuro

O especialista considera que o País precisa ampliar seu sistema de monitoramento de variantes. “Temos de aumentar a capacidade. Ainda sequenciamos pouco. A variante pode já estar aqui e ainda não ter sido descoberta”, afirma o coordenador do comitê científico do Instituto Todos Pela Saúde.

O Sul