sábado, 1 de julho de 2017

PF prende um dos maiores traficantes de droga da América do Sul

O traficante Luiz Carlos da Rocha, preso neste sábado (1 ) pela Polícia Federal durante a Operação Spectrum - Foto/PF

O traficante Luiz Carlos da Rocha, preso neste sábado (1º) pela Polícia Federal durante a Operação Spectrum - Foto/PFAssessoria de Comunicação da PF

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (1º) Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Cabeça Branca, um dos traficantes mais procurados pela PF e a Interpol (polícia internacional) na América do Sul, segundo a corporação. Ele comandava uma organização criminosa especializada em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro e foi alvo da Operação Spectrum, deflagrada neste sábado. Rocha era considerado um dos “barões das drogas” no Brasil ainda em liberdade, com condenações proferidas pela Justiça Federal que somam mais de 50 anos de prisão.

Em nota, a Polícia Federal informou que Luiz Carlos da Rocha foi recentemente localizado pela área de combate ao tráfico de drogas da instituição, apesar de ter feitos várias cirurgias plásticas para mudar a face. Ele estava usando o nome de Vitor Luiz de Moraes. A estratégia de mudar o rosto, segundo a corporação, também foi usada por “outro mega traficante internacional” preso pela PF em 2007, o colombiano Juan Carlos Ramírez-Abadía, conhecido como Chupeta.

A organização criminosa liderada por Rocha tinha perfil de extrema periculosidade e violência, segundo a PF, e utilizava escoltas armadas, ações evasivas, carros blindados, ações de contra vigilância a fim de impedir a proximidade policial, porte de armas de grosso calibre, bem como o emprego de ações violentas e atos de intimidação para se manter em atividade por aproximadamente 30 anos no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Caminho da droga

O grupo operava como uma estrutura empresarial, controlando e agindo desde a área de produção em regiões inóspitas e de selva em países como a Bolívia, o Peru e a Colômbia, até a logística de transporte, distribuição e manutenção de entrepostos no Paraguai e no Brasil. Ele se fixou ainda em áreas estratégicas próximas aos principais portos brasileiros e grandes centros de consumo, dedicando-se à exportação de cocaína paraa a Europa e os Estados Unidos.

As investigações identificaram Rocha como um dos principais fornecedores de cocaína para facções criminosas paulistas e cariocas. Estima-se que a quadrilha liderada por ele era responsável pela introdução de 5 toneladas de cocaína por mês em território nacional, com destino final ao exterior e ao Brasil.

Segundo PF, a cocaína era transportada em aviões de pequeno porte que partiam dos países produtores - Colômbia, Peru e Bolívia - utilizando-se do espaço aéreo venezuelano com destino a fazendas no Brasil, na fronteira entre os estados do Pará e de Mato Grosso. Depois de descarregada dos aviões do narcotráfico, a cocaína era colocada em caminhões e carretas com fundos falsos, especialmente preparados para o transporte da droga, cujo destino era o interior do estado de São Paulo, para distribuição a facções criminosas de São Paulo e do Rio, ou o porto de Santos (SP), de onde era exportada para a Europa ou os Estados Unidos.

“As ações de hoje desarticulam o núcleo e comando do grupo criminoso, encerrando a continuidade das ações delitivas e estancando o ingresso de vultosas cargas de cocaína destinada ao uso no Brasil e no exterior, combustível que impulsiona o crime e a violência em todo o mundo”, disse a PF.

Operação Spectrum

As estimativas iniciais mostram que o patrimônio sequestrado somente nesta primeira fase da Operação Spectrum foi de aproximadamente US$ 10 milhões, concentrado em fazendas, casas, aeronaves, diversos imóveis e veículos de luxo importados. A Polícia Federal também fará buscas e apreensões no Paraguai, em cooperação com a polícia local, onde Luiz Carlos da Rocha é proprietário de diversas fazendas e mantinha parte de suas operações criminosas.

As investigações indicam que o patrimônio adquirido por Rocha, com o tráfico internacional de drogas, pode atingir a soma de US$ 100 milhões, em veículos e imóveis no Brasil e em outros países, registrados em nome de “laranjas”, bem como em contas bancárias em paraísos fiscais, elementos que serão objeto da segunda fase da operação.

Hoje, cerca de 150 policiais federais cumprem 24 mandados judiciais, sendo dois de prisão preventiva, nove de busca e apreensão em imóveis, dez de busca e apreensão de veículos e três de conduções coercitivas, em Londrina (PR), Araraquara (SP), Cotia (SP), Embu das Artes (SP), São Paulo (SP) e Sorriso (MT). As ordens judiciais foram expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba.

Os presos responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, associação para o tráfico, falsificação de documentos públicos e privados e organização criminosa, com penas somadas que passam de 20 anos de prisão.

Segundo a PF, o nome da operação, derivado do latim, significa espectro ou fantasma. É uma referência ao líder da organização criminosa, Luiz Carlos da Rocha, que vivia discretamente e nas sombras, “reconhecido no meio policial pela experiência internacional, transcontinental e com larga rede ilegal de relacionamentos, desviando-se das investidas policiais há quase 30 anos.”

“Trata-se de mais uma ação da Polícia Federal focada na desarticulação estrutural e financeira de organização criminosa de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, responsável por abastecer facções criminosas brasileiras e internacionais”, informou a corporação. Somente no ano passado, a PF desencadeou 121 operações contra o tráfico de drogas, com o sequestro de R$ 250 milhões em patrimônio ilegal e mais de 41 toneladas de cocaína.


Agência Brasil


JustiçaAntes de voltar para casa, Rocha Loures põe tornozeleira eletrônica em Goiânia

PolíticaJanot diz que saída de Rocha Loures da prisão faz parte do processo

1

2

3

4

JustiçaJuiz aceita denúncia contra Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves

Estradas

Pedágio nas rodovias paulistas fica mais caro a partir de hoje

TV digital

Sinal analógico será desligado no Recife e em 13 cidades de Pernambuco em julho

CulturaSão Paulo terá programação especial para as férias de julho

ViolênciaBebê é baleado na barriga da mãe em Duque de Caxias

PolíticaSaiba quais são os próximos passos da denúncia contra Temer na Câmara

Direitos HumanosProtesto contra tortura pede criação de centro de memória no Rio

Brasília

Mulher embriagada invade Palácio do Jaburu

Segurança PúblicaMais de 2,9 mil pessoas foram mortas no estado do Rio entre janeiro e maio

Fachin mandar soltar ex-deputado Rocha Loures


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator das ações da Lava Jato no Corte, mandou soltar o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso há mais de um mês na carceragem da Polícia Federal em Brasília. Em troca, Loures deverá cumprir algumas medidas cautelares, como recolhimento domiciliar.

Com isso, Loures deverá permanecer em casa das 20h às 6h de segunda a sexta-feira, e durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados. Ele também deverá ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

Saiba Mais

Na decisão, Fachin entendeu que Loures pode responder às acusações em liberdade porque a denúncia contra ele já foi feita ao Supremo pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-parlamentar foi denunciado no mesmo processo com o presidente Michel Temer.

Além disso, Fachin entendeu que ele deve receber os mesmos benefícios de outros investigados a partir das delações da JBS, como a irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, o primo deles, Frederico Pacheco, e o ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), Mendherson Lima. Todos ganharam direito de cumprir prisão domiciliar.

O ex-deputado foi flagrado pela PF recebendo uma mala com R$ 500 mil na Operação Patmos, investigação baseada nas informações da delação premiada dos executivos da JBS. Quando Rocha Loures foi preso, Fachin havia atendido a um pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo o procurador, a prisão de Loures era “imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal”.


Agência Brasil

Greve geralNo Rio, protesto contra reformas do governo tem confusão

PolíticaEm vídeo, Temer cita avanço da reforma trabalhista e diz que país não vai parar

1

2

OrçamentoGoverno diz que recurso para emitir passaportes virá de convênios internacionais

São Paulo

Justiça paulista determina que ex-médico Roger Abdelmassih volte para a cadeia

Saúde

MPF expede recomendação para que hospital federal do Rio exiba escala de médicos

Congresso Nacional

Deputado que cumpre pena no regime semiaberto volta ao trabalho na Câmara

Cultura

Apesar da crise, Parintins espera grande público para festival do boi-bumbá

Estados UnidosMédico é identificado como autor dos disparos no hospital de Nova York

CPTM

Justiça aceita denúncia do Ministério Público contra cartel nos trens de SP

Energia elétrica

Bandeira tarifária nas contas de luz de julho será amarela

Internacional

Trump pede ao mundo "resposta decidida ao brutal" regime norte-coreano

Fachin manda para PGR pedido da defesa de Temer sobre perícia em gravação

Advogados querem ter acesso aos gravadores usados por Joesley

Fachin manda para PGR pedido de advogados de Temer sobre perícia em gravação | Foto: Carlos Humberto / STF / CP Memória

Fachin manda para PGR pedido de advogados de Temer sobre perícia em gravação | Foto: Carlos Humberto / STF / CP Memória

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin enviou nesta sexta-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer para que peritos da Polícia Federal (PF) respondam a questionamentos feitos sobre o áudio no qual Temer foi gravado em uma conversa com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, em março, no Palácio do Jaburu.

Caberá à PGR enviar parecer sobre o pedido para que o ministro decida sobre a questão. Na petição enviada ao Supremo, os advogados pedem que os peritos respondam, em até 10 dias, 12 perguntas que não foram respondidas. A defesa também quer ter acesso aos gravadores usados por Joesley para gravar a conversa.

"Não obstante o envio da petição e dos quesitos à Polícia Federal na mesma conforme laudo apresentado a este STF, apenas os primeiros 15 questionamentos foram respondidos, chamando atenção, com a devida vênia, que justamente naquelas questões apresentadas pelo perito contratado pela defesa, Ricardo Molina, tenha silenciado o Instituto Nacional de Criminalística", diz a defesa.

Na semana passada, o Supremo recebeu da PF o relatório final das investigações e a perícia realizada no áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer. A gravação foi entregue à PGR pelo empresário da JBS antes da assinatura do acordo de delação e faz parte das provas colhidas na investigação sobre o presidente.


Agência Brasil e Correio do Povo

Retorno de Aécio a Senado fortalece bancada do PSDB, diz Tasso

Senador afirmou que colega foi eleito com 7,5 milhões de votos que precisam ser respeitados

Retorno de Aécio a Senado fortalece bancada do PSDB e defesa das reformas | Foto: Moreira Mariz / Agência Senado / CP Memória

Retorno de Aécio a Senado fortalece bancada do PSDB e defesa das reformas | Foto: Moreira Mariz / Agência Senado / CP Memória

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou, por meio de nota, que decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restituir o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi acertada do ponto de vista constitucional. O tucano acredita que o retorno do senador irá fortalecer a bancada e as reformas estruturantes.

"Seu retorno ao Senado Federal fortalece nossa bancada e a defesa da agenda de reforma necessária ao País", diz trecho da nota. O texto também afirma que a decisão foi justa e equilibrada, além de respeitosa à Constituição e coerente com a separação e a independência entre os Poderes.

Na nota, Tasso também defende que Aécio tem 32 anos de mandatos políticos consecutivos e que foi eleito para o Senado Federal com 7,5 milhões de votos que precisam ser "respeitados".

Celebração

O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), celebrou a decisão de Marco Aurélio Mello. Segundo o tucano, a decisão está de acordo com a Constituição e permite que o Senado funcione em sua plenitude. "A decisão do ministro do STF está completamente de acordo com a Constituição. Estou certo de que o Senado com seus 81 senadores agora poderá discutir e debater todos os problemas do País em sua plenitude e o PSDB continuará cumprindo com o seu papel", afirmou o senador.

Bauer argumentou que a Constituição somente prevê o impedimento de parlamentar em caso de crime em flagrante ou obstrução de Justiça. "Nenhum dos dois casos se refere ou alcança o senador Aécio Neves", defendeu. O senador afirmou ainda que, ao exercer seu pleno mandato, Aécio poderá apresentar ao Judiciário a sua defesa.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Marco Aurélio elogia Aécio Neves: "carreira política elogiável"

Ministro devolveu mandato ao senador tucano nesta sexta-feira

Ministro devolveu mandado ao senador tucano nesta sexta-feira | Foto: Carlos Moura / SCO / STF / CP

Ministro devolveu mandado ao senador tucano nesta sexta-feira | Foto: Carlos Moura / SCO / STF / CP

Ao reconduzir Aécio Neves (PSDB-MG) ao Senado, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou expressamente o que pensa do tucano, de quem se revelou profundo conhecedor da biografia.

"É brasileiro nato, chefe de família, com carreira política elogiável - deputado federal por quatro vezes, ex-presidente da Câmara dos Deputados, governador de Minas Gerais em dois mandatos consecutivos, o segundo colocado nas eleições à Presidência da República de 2014 - ditas fraudadas -, com 34.897.211 votos em primeiro turno e 51.041.155 no segundo, e hoje continua sendo, em que pese a liminar implementada, senador da República, encontrando-se licenciado da Presidência de um dos maiores partidos, o Partido da Social Democracia Brasileira", afirmou Marco Aurélio.

• Em nota, Aécio diz que seguirá exercendo o mandato a que foi conferido

Nesta sexta-feira, Marco Aurélio derrubou decisão anterior de seu colega, o ministro Edson Fachin, que em 17 de maio decretou o afastamento de Aécio das funções parlamentares e a retenção de seu passaporte. Na ocasião, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia requerido a prisão preventiva do senador.

O caso foi parar nas mãos de Marco Aurélio, porque o próprio Fachin pediu a redistribuição de parte da Operação Patmos - investigação que envolve Aécio em suposta propina de R$ 2 milhões da JBS.

Além de devolver o mandato a Aécio, o ministro Marco Aurélio lhe restituiu o passaporte. O magistrado alega não haver risco de fuga do tucano. "No tocante ao recolhimento do passaporte, surgem ausentes elementos concretos acerca do risco de abandono do País, no que saltam aos olhos fortes elos com o Brasil", anotou.

Marco Aurélio também livrou o senador da obrigação de não manter contato com nenhum outro investigado do caso JBS - entre os quais a irmã do senador, Andrea Neves, e um primo dele, Frederico Pacheco, o Fred, que cumprem prisão domiciliar.

"A impossibilidade de manter contato com outros investigados ou réus implica a cessação de relações inclusive no âmbito familiar, em presunção abstrata de continuidade de atividades passíveis de enquadramento como relativas a grupo criminoso. De qualquer forma, essa articulação ficou suplantada pelos limites objetivos da denúncia apresentada, no que não envolve a integração em organização", assinalou.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Em nota, Aécio diz que sempre acreditou na Justiça do Brasil

Ministro do STF determinou o retorno do senador ao cargo

Em nota, Aécio diz que seguirá exercendo o mandato a que foi conferido | Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / CP

Em nota, Aécio diz que seguirá exercendo o mandato a que foi conferido | Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / CP

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que recebe "com absoluta serenidade" a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restabelecer o seu mandato parlamentar. Em nota, Aécio afirmou que aceitou a decisão anterior do ministro Edson Fachin que autorizou o seu afastamento da mesma forma "resignada e respeitosa".

"Sempre acreditei na Justiça do meu País e seguirei no exercício do mandato que me foi conferido por mais de 7 milhões de mineiros, com a seriedade e a determinação que jamais me faltaram em 32 anos de vida pública", declarou.

Denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, Aécio foi afastado do mandato em 18 de maio. Com a decisão de Marco Aurélio, ele poderá participar das votações da Casa a partir da próxima semana.

O advogado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Alberto Zacharias Toron, disse, em nota, que a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que devolveu o mandato ao tucano, "restabeleceu a legalidade e a soberania da Constituição".

Segundo Toron, a decisão "reafirmou a confiança de todos os brasileiros no Poder Judiciário".

"O afastamento de um mandatário do povo, um parlamentar, só pode ser feito dentro do figurino previsto pela própria Constituição. Todavia, o documento maior da cidadania não prevê este tipo de afastamento cautelar. Afora isso, como bem disse o Min. Marco Aurélio, 'o processo não revela quadro favorável à imposição de medida acauteladora, muito menos de afastamento do exercício do múnus parlamentar'. Nada do que se apontou em relação a ele justificava o afastamento cautelar."


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Lojistas esperam que Cartão Reforma seja liberado em 60 dias

Regulamentação da lei foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

Giane Guerra
giane.guerra@rdgaucha.com.br

Foto: Felipe Nyland /Agencia RBS

Saiba mais

Os comerciantes apostam que o Cartão Reforma estará funcionando em, no máximo, 60 dias. A previsão é do presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção em Porto Alegre, Tarcísio Pires Morais.

Nesta sexta-feira, foi publicado no Diário Oficial da União o decreto que regulamenta o Cartão Reforma. O objetivo é permitir que famílias com renda mensal de até R$ 2.811 tenham acesso a até R$ 9 mil para que possam fazer reformas de suas moradias. O dinheiro é a fundo perdido, ou seja, não é um empréstimo e não precisará ser pago pelo cidadão.

Para participar, o beneficiário deverá ser proprietário do imóvel e morar no local onde será feita a reforma. Terão prioridade famílias com uma mulher como responsável e que tenham, entre os integrantes, idosos ou pessoas com deficiência.

Ainda conforme o regulamento, o cartão será nominal e intransferível e tem validade de um ano. A execução da obra de responsabilidade da família beneficiada receberá apoio de arquiteto e engenheiro, que verificarão a necessidade específica de cada residência. O Ministério das Cidades está capacitando técnicos já, mas há expectativa quanto à entrada em operação.

- O projeto usa uma integração de sistemas. O beneficiário recebe um cartão, a loja usa um portal via internet do Ministério das Cidades, passa as notas fiscais pelo sistema, ministério envia para a Caixa Federal para fazer o pagamento da loja... Isto está sendo testando ainda. Exige muita tecnologia e devemos ter problemas no início até que sejam feitos todos os ajustes. - explica o presidente da Acomac Porto Alegre.

Ainda não abriu o sistema para cadastro dos lojistas. Mas, quando começar a funcionar, os comerciantes acham que o Cartão Reforma será "sensacional". Expectativa de injetar R$ 1 bilhão no setor só em 2017.

Em 28 de abril, foi publicada no Diário Oficial da União a sanção presidencial da lei que criou o Cartão Reforma. Serviços possíveis: solução de esgoto, construção do primeiro banheiro, construção do quarto, reforma do telhado e conclusão da unidade habitacional.

Não podem participar do programa: imóveis alugados ou cedidos, imóveis exclusivamente comerciais, imóveis com precariedade extrema (taipa não revestida, madeira aproveitada, palha), imóvel em conflito fundiário e imóveis em áreas não passíveis de regularização, como áreas de risco.

Mais de 80 municípios do Rio Grande do Sul foram habilitados para a 1ª etapa. O Ministério das Cidades se baseou nos índices de carência habitacional do Censo 2010 do IBGE.

Leia aqui outras notícias da colunista de Economia Giane Guerra

GAÚCHA

Eunício Oliveira recebe notificação do STF sobre retorno de Aécio

Com decisão do Supremo, senador pode retornar às atividades parlamentares

Eunício Oliveira recebe notificação do STF sobre retorno de Aécio | Foto: Jane de Araújo / Agência Senado / CP

Eunício Oliveira recebe notificação do STF sobre retorno de Aécio | Foto: Jane de Araújo / Agência Senado / CP

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), foi notificado nesta sexta-feira, sobre a decisão do ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal que restabeleceu o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Com a decisão do Supremo, Aécio poderá retornar às atividades parlamentares e voltará a ter o pagamento do salário integral, mas com desconto dos dias em que ficou afastado - entre 18 de maio e 30 de junho.

Com a notificação oficial do Senado, Aécio já está apto para participar de votações na Casa na próxima semana, como a votação em plenário da reforma trabalhista.

Na decisão anunciada mais cedo, o ministro do Supremo reverteu medida do ministro Edson Fachin que proibia o tucano de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS e também proibia Aécio de se ausentar do País.

"A liminar de afastamento é, de regra, incabível, sobretudo se considerado o fato de o desempenho parlamentar estar vinculado a mandato que se exaure no tempo. Em síntese, o afastamento do exercício do mandato implica esvaziamento irreparável e irreversível da representação democrática conferida pelo voto popular. Como, então, implementá-lo, em ato individual, sequer de colegiado, no início de investigação voltada a apurar possível prática a consubstanciar tipo penal?", questionou Marco Aurélio em sua decisão, ao destacar um voto que tinha preparado para o julgamento de recurso do senador.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Governo volta atrás em promessa e suspende reajuste do Bolsa Família

Ministro Osmar Terra chegou a garantir ter orçamento para dar aumento de 4,6%

Ideia era dar aumento de 4,6% no benefício, acima da inflação oficial acumulada em 3,6% | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

Ideia era dar aumento de 4,6% no benefício, acima da inflação oficial acumulada em 3,6% | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

Com a frustração de receitas e a dificuldade de cumprir a meta fiscal deste ano, o governo suspendeu o reajuste do Bolsa Família acima da inflação previsto para entrar em vigor em julho. O Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo pagamento do benefício, informou que o Bolsa Família não será reajustado neste momento.

Originalmente, a ideia era dar aumento de 4,6% no benefício, acima da inflação oficial acumulada em 3,6% nos últimos 12 meses. Segundo apurou a reportagem, além da escassez de recursos, uma ala do governo considerou que a crise política "esconderia" o anúncio do aumento. A média do Bolsa Família é de R$ 182 por família.

Em maio, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, disse que o reajuste sairia em julho, dentro de um grande pacote de bondades do governo Temer. "Vai ter reajuste em julho acima da inflação. É uma decisão. Tem que ver quanto vai ser a inflação em 12 meses para a gente poder fixar o valor", ponderou. Na época, o ministro informou que o programa contava com orçamento de R$ 30 bilhões e que a cifra já previa o dinheiro para bancar o reajuste.

A área econômica, no entanto, dissuadiu o presidente a reajustar o benefício em meio às discussões de medidas para conter os gastos e aumentar as receitas, inclusive com a possibilidade cada vez maior de aumento de impostos para cumprir a meta de déficit de R$ 139 bilhões.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Suspensa venda de debêntures do M.Grupo

Coordenadora da operação tomou a decisão após notícias sobre imóveis dados em garantia.

Giane Guerra
giane.guerra@rdgaucha.com.br

Foto: Reprodução site Cetip.

Saiba mais

Está suspensa a venda de debêntures do M.Grupo. A informação foi confirmada pela coordenadora líder da operação financeira. A Positiva CCTVM diz ter tomado a decisão após a divulgação das reportagens envolvendo imóveis da incorporadora.

A emissão dos papéis ocorreu em abril de 2015 pela M.Invest, empresa que também é do grupo. A operação somava R$ 420 milhões.

Shoppings do M.Grupo tinham sido colocados como garantia para as debêntures. Os empreendimentos, no entanto, estão sendo questionados na Justiça por credores. Inclusive, 100% do shopping de Gravataí e 30% do empreendimento de Lajeado foram a leilão. Não houve lances e passarão para o nome da Ápice, empresa que reúne os investidores.
A Positiva informa que foram vendidos R$ 160 milhões em debêntures. Com a suspensão, a M.Invest está sugerindo outros imóveis para substituir os que foram dados em garantia. Se forem aprovados, a venda das debêntures poderá ser retomada, complementa a coordenadora da operação. Por sigilo, não informam quem comprou as debêntures. No entanto, reforçam que não há inadimplência com os debenturistas porque o prazo de carência foi ampliado.

Banco mandatário da operação, Itaú se negou a falar sobre as debêntures. Orla DTVM disse que assumiu como agente fiduciário em janeiro, confirma bloqueio da venda, diz que fez diligências, solicitou mais documentos e que os direitos dos compradores estão assegurados.

Entenda:

Foram duas emissões de debêntures, com os nomes MINV11 e MINV21. A primeira operação somou R$ 285 milhões. Foram 28.500 debêntures, sendo cada uma a R$ 10 mil. A segunda emissão de debêntures foi de R$ 135 milhões. A tentativa de captação de recursos no mercado, portanto, somou R$ 420 milhões.
No contrato, foram informados diversos destinos para os recursos. O dinheiro seria usado desde para pagamentos de financiamentos até compra de novas participações em empreendimentos imobiliários, como outros shoppings.
A rentabilidade estava atrelada ao IPCA, índice oficial de inflação do país. Além da correção monetária, prometia mais o pagamento de 9% de juros ao ano, que é um retorno considerado alto pelo mercado. Nem mesmo títulos do Tesouro Direto considerados mais conservadores estão pagando estes percentuais a investidores.

Questionamos o M.Grupo, que respondeu que as informações são restritas e confidenciais. O site da M.Invest está com praticamente todas as informações restritas, exigindo login e senha para acesso. Ainda mostra seis shoppings no portfólio.
Leia aqui outras notícias da colunista de Economia Giane Guerra

GAÚCHA