segunda-feira, 1 de maio de 2017

Porto Alegre fica em 10º em ranking de melhores capitais para viver no Brasil

Foto: Marcelo Oliveira / Agência RBS.

Foto: Marcelo Oliveira / Agência RBS.

A partir de um levantamento, a consultoria Macroplan atualizou o ranking do Índice Desafios da Gestão Municipal. Pelo IDGM de 2017, pode-se identificar as melhores e piores capitais para se viver no país, segundo a empresa.

Porto Alegre (RS) ficou em 10º lugar, com índice de 0,622. Quanto mais próximo de 1, melhor.

A capital considerada a melhor foi Curitiba (PR), com 0,696. Na outra ponta, como a pior, ficou Macapá (AP), com 0,434.

O estudo da empresa analisou os municípios a partir de 16 indicadores. As informações foram divididas em saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade.

Porto Alegre nas áreas:

Educação e Cultura 15º lugar

Saúde 10º lugar

Segurança 10º lugar

Saneamento e Sustentabilidade 6º lugar

 

No ranking dos 100 maiores municípios, Porto Alegre fica em 44º lugar. Antes, aparece Caxias do Sul, em 31º e Santa Maria, em 42º. 

 

Acerto de Contas

Falta mão de obra para fazer agnolini na Serra Gaúcha

Quadro Serra de Negócios, no Destaque Econômico.

Por Suelen Mapelli (suelen.mapelli@rdgaucha.com.br)

Foto: Gaúcha Serra.

Foto: Gaúcha Serra.

Uma característica das comunidades do interior dos municípios da região uva e vinho da Serra é a festa de colônia. No passado, era comum o encontro de moradores dias antes do evento para começar a preparar os alimentos. Principalmente, um dos mais trabalhosos: o agnolini.

Um grande grupo de pessoas, mulheres na maioria, se reunia no entorno de grandes mesas para preparar a massa, o recheio, separar as fitas, cortar e, por fim, a tarefa mais difícil: fechar o agnolini. Porém, hoje, é difícil encontrar comunidades que ainda fazem o agnolini das festas. A grande maioria compra de pequenas fábricas de massas.

Há 13 anos coordenando cozinhas de capelas do interior de Caxias do Sul, Inês Formolo, explica que como há cada vez menos pessoas trabalhando em casa, a reunião para fazer o agnolini fica mais difícil. Mesmo aumentando os custos da festa, a única alternativa é comprar.

A falta de mão de obra também tem impacto no preço. Diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade de Caxias do Sul, professor Roberto Birch Gonçalves explica que o aumento do consumo no inverno eleva preço. Depende bastante também da variação dos preços da farinha e do trigo.

- Porém, o estudo dos últimos 18 meses aponta uma tendência de alta no preço do agnolini justamente pela falta de mão de obra.

Nas pequenas fábricas de massas, o quilo do agnolini varia de R$ 22 a R$ 28.

Destaque Econômico - 30/04/2017

Acerto de Contas

Pesquisa mostra como classes C, D e E lidam com o dinheiro. Veja dados do Sul:

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

Estudo buscou entender o comportamento financeiro de 113 milhões de brasileiros das classes C, D e E, que têm renda mensal de até R$ 750. Foi realizado pelo Plano CDE e pela Fundação Getúlio Vargas.

Alguns pontos chamaram a atenção dos pesquisadores. Um deles é que o comportamento é muito heterogêneo.

- Rompe a crença de que o comportamento financeiro destas pessoas grupo seria homogêneo e desordenado. – afirma Maurício de Almeida Prado, diretor da Plano CDE.

E ainda: aspectos como renda e idade não são suficientes para entender essa diversidade. Foram, então, traçados perfis. Houve a identificação de três perfis puros, a partir das características predominantes.

Mas há perfis mistos. Um indivíduo pode ter características de um perfil puro ou de perfis intermediários, com diferentes graus de intensidade.

Conforme os dados da Região Sul, enviados para blog Acerto de Conta$ e Rádio Gaúcha, a divisão aqui fica assim:

planoscde
Alguns destaques da Região Sul:

Suponhamos que você pegasse emprestado R$ 100 de um amigo e após uma semana pagasse de volta R$ 100. Quanto de juros você está pagando?
70,9% acertou. Acima da média nacional. Mas 13% não sabia responder.

Agora suponhamos que você coloque R$ 100 em uma poupança que rende 2% ao ano. Você não faz nenhum outro depósito nem retira nenhum dinheiro desta conta. Quanto você teria nesta conta ao final do primeiro ano, contando com os juros?
Apenas 22,3% acertou na Região Sul: R$ 102. Outros 34,3% erraram, dizendo R$ 120. E mais 27,1% não sabiam!

Eu gostaria de saber se você considera as frases as seguir verdadeiras ou falsas: Em um país onde a inflação é alta os preços não se alteram tanto com o tempo.
60,6% acertou que é falsa. Mas 5,5% disse que não sabia.

Agora imagine que um dos amigos tenha recebido o dinheiro e guardado em casa. Considerando que a inflação é de 10% ao ano, após um ano ele será capaz de comprar:
56,1% acertou: menos do que compraria hoje. Só que 9,9% não sabia responder. E outros 13,4% disseram que compraria mais.

Eu gostaria de saber se você considera as frases as seguir verdadeiras ou falsas: É provável que um investimento de maior retorno tenha maior risco.
58,6% acertou. Só que 10% não sabia responder.

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Ouça entrevista de Maurício de Almeida Prado, diretor da Plano CDE, ao programa Destaque Econômico:

 

Acerto de Contas

Canoas terá primeira loja da Mundo Verde na Grande Porto Alegre

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mundo verde

A Mundo Verde prepara a inauguração da primeira loja na Grande Porto Alegre. Será em Canoas, segundo informação antecipada para o blog Lado Natureba e programa Destaque Econômico, da Rádio Gaúcha.

É uma rede de franquias muito conhecida por vender produtos relacionados à saúde e bem-estar. A unidade de Canoas será do mesmo proprietário da loja do BarraShoppingSul, em Porto Alegre.

- Acreditamos que não é um modismo. As pessoas estão adotando por convicção de estilo de vida ou por necessidade. – explica o empresário Celso Damasceno.

A loja terá um investimento de R$ 500 mil. Precisará de cinco a sete funcionários.

A ideia é inaugurar junto com o Park Shopping Canoas. Portanto, a previsão é novembro.

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Ouça o programa Destaque Econômico, da Rádio Gaúcha:

Leia mais:

Lado Natureba testou: Supermercado vende pela internet e entrega em casa

Sítio da Serra Gaúcha toca música clássica e Black Sabbath na plantação de tomates

Frumar cria serviço de entrega em casa de frutos do mar na Região Metropolitana de Porto Alegre

Gaúchos da Serra mandam plantar radicci em São Paulo

“Sorvete do bem” usa produtos da agricultura familiar no Bairro Moinhos de Vento

Pão Francês – O cacetinho que você compra é de boa qualidade? Saiba como descobrir

Cozinhar com banha, pode? Deve!

“Margarina? Dê para seu pior inimigo”, diz nutricionista

Leitora pergunta – Devemos evitar queijos e requeijão por causa do sódio?

Substituir embutidos corta conservantes e sódio da alimentação

“Zero trans”? – A gordura trans que você não vê nos alimentos

Dez pegadinhas da alimentação (pseudo) saudável

O que a boa – e a má – alimentação provocam no sistema imunológico

 

Lado Natureba

Trabalhadores do setor aéreo devem manter percentual mínimo durante greve geral

O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Emmanoel Pereira, deferiu liminares nesta sexta-feira (28) para determinar que as entidades sindicais dos trabalhadores da aviação civil não promovam, durante a greve geral deste dia, atos que impeçam o acesso às áreas de aeroportos e mantenham o contingente mínimo de 80% dos trabalhadores nas áreas de navegação aérea, operações e segurança (fiscais de pátio, bombeiros e agentes de proteção de aviação civil), check-in, despacho operacional, manutenção e áreas de apoio, inclusive hangares. Em caso de descumprimento, fixou multa diária de R$ 100 mil contra o sindicato responsável.

O ministro, no entanto, ressaltou que as entidades sindicais de aeronautas, aeroviários e aeroportuários não podem ser responsabilizadas, no âmbito dessa decisão, pelos atos de outros sindicatos, federações e centrais de trabalhadores, alheios à categoria dos empregados da aviação civil. Emmanoel Pereira também afirmou que o cumprimento do percentual mínimo de trabalhadores em serviço (80%) está condicionado à efetiva disponibilidade de transporte público para o comparecimento ao local de trabalho. “Em localidades em que há comprometimento para deslocamento, em função de paralisação de categorias como metroviários ou rodoviários, de forma total ou parcial, bem como ante a falta de alternativas efetivas oferecidas pelas empresas de transporte aéreo, fica prejudicado o cumprimento do percentual”, assinalou.

O vice-presidente do TST já vinha se reunindo com os representantes dos trabalhadores, das empresas e de entidades públicas federais, e sua decisão levou em conta que os sindicatos profissionais se comprometeram a manter contingente mínimo em serviço, e as empresas demonstraram os pontos essenciais para a operação dos voos. O ministro destacou que os aeronautas (pilotos e comissários) comunicaram-no de que não iriam participar da greve geral, conforme deliberação em assembleias.

As decisões liminares ocorreram em processos iniciados pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) e pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), nos dias 26 e 27 de abril. No dissídio coletivo de greve ajuizado pela estatal, o ministro não decidiu sobre o caráter abusivo ou não da greve. “Entendo que, sem o devido contraditório e em análise precária, não há como firmar juízos que amparem provimentos satisfativos acerca do caráter abusivo ou não da greve”, concluiu.

(Guilherme Santos/CF)

Processos: DCG-6901-66.2017.5.00.0000 e TutCautAntec-7001-21.2017.5.00.0000

 

Tribunal Superior do Trabalho

Uma reforma impopular a ser feita por quem é impopular

Sete em cada dez brasileiros são contrários à Reforma da Previdência.

Por isso mesmo é que Michel Temer, um presidente impopular, deve fazê-la.

 

O Antagonista

ENTENDA AS BRECHAS DA LEI DA MIGRAÇÃO. #VetaTemer

 

Publicado em 1 de mai de 2017

ENTENDA AS BRECHAS DA LEI DA MIGRAÇÃO. #VetaTemer
Os principais pontos que nem alguns senadores entenderam. Ainda dá tempo de barrar isso! ENTENDA TUDO!

Uma nova Constituinte seria uma boa ideia hoje?

Enquanto a grita por uma nova Constituinte era só coisa da esquerda radical, do PT, eu não ligava muito, apesar de ter gravado um vídeo alertando para o perigo da coisa. Mas quando começo a ver gente que considero séria levantando a mesma bandeira, aí fico mais preocupado.

Roberto Giannetti da Fonseca, por exemplo, escreveu esses dias um texto no Estadão em defesa de uma Constituinte já. Diz ele:

O mais que imperfeito está desfeito. Refiro-me à definitiva falência do sistema político brasileiro oriundo da Nova República e da Constituição de 1988. Diante da escalada alucinante das delações premiadas da Operação Lava Jato só nos resta mesmo concluir que falhamos de forma contundente na formulação política da nossa sociedade. Seria uma utopia supor que uma sociedade se possa organizar sem um sistema político que represente seus anseios de organização social e econômica. Portanto, diante da falência de um sistema político, urge substituí-lo por outro melhor e que represente legitimamente a sociedade que o gerou.

[…]

A permanecer o atual sistema político, imaginando que bastaria substituir a geração Lava Jato por outra ainda imune, estaríamos cometendo grave equívoco, pois subsistiriam os mesmos estímulos para o clientelismo da coalizão partidária, para o loteamento de cargos públicos com fins escusos, para as campanhas políticas milionárias financiadas pelo caixa 2 do setor privado e para tantos outros desvios de conduta já conhecidos. Não devemos permitir, por omissão ou inércia da sociedade civil, que agora se façam conchavos políticos diversionistas que resultem em meias reformas com aparente mudança do sistema político, mas que, na verdade, vão introduzir soluções inadequadas com o objetivo de preservar no poder as mesmas elites partidárias, já tão desgastadas na sua credibilidade e no seu sagrado foro privilegiado com ares de impunidade perpétua.

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A falência de um sistema político, assim como de uma empresa, pressupõe a imediata mudança de sua administração e a responsabilidade de seus acionistas. No caso do atual sistema político, significa a imediata convocação, ainda em 2017, de uma Assembleia Constituinte independente, com mandato parcial específico para promover a tão esperada reforma política e a correção de erros históricos que todos sabemos existirem de longa data, mas que até hoje fomos incapazes de corrigir. Torna-se imperativo, na atual conjuntura, que seja uma Constituinte independente, com os integrantes eleitos diretamente e impedidos de participar das eleições e de ocupar cargos públicos até 2022, para se evitarem conflitos de interesses.

[…]

Como cidadão e patriota, recuso-me a baixar a cabeça, envergonhado, diante disso a que assistimos; ao contrário, sinto redobrado ânimo para reagir mais uma vez, diante desta adversidade momentânea, e insistir no retorno do nosso país ao leito da normalidade democrática e institucional. A Constituinte independente parece ser o melhor, se não o único caminho possível, para legitimamente devolver o Brasil aos brasileiros, recuperar a confiança do povo nos seus líderes eleitos e a esperança no destino da Nação, que seja mais justa e mais próspera para nossos filhos e netos.

Que a voz das ruas imponha para já essa mudança de sistema político, ou seguiremos numa trajetória política viciada, cujas mazelas já nos causaram tanta tristeza e decepção.

Muda, Brasil!

O autor tem bons pontos, sem dúvida. O nosso sistema político está podre, é um convite ao clientelismo, é patrimonialista, tudo isso e muito mais. Precisamos de reformas estruturais, de mudanças para valer, de voto distrital, de menos poder concentrado em Brasília etc. Mas calma lá! É preciso muita cautela na hora de propor algo tão radical assim, e meu lado mais conservador fala mais alto, com medo do que pode vir em seu lugar.

Outro pensador que julgo bastante sério e que goza do meu respeito, o economista Ricardo Bergamini, também escreveu um texto com o sugestivo título “Brasil: uma nação órfã, refém do seu próprio estado”, propondo no final a nova Constituinte já. Diz ele:

A pátria é, etimologicamente, a “pátria terra”, terra dos pais, esse lugar da terra onde nascemos. A pátria é um valor, certamente. Mas é preciso não sacrificar a esse valor outros valores também preciosos. Não nos fiemos no nacionalismo, caricatura do verdadeiro patriotismo. Não exijamos em nome do patriotismo, que nossa pátria oprima injustamente os mais frágeis, sejam internos ou externos. Existem valores de justiça, de verdade, que são valores universais e que transcendem a todas as pátrias.

[…]

Os Estados Unidos tomaram consciência de si mesmos e surgiram como nação na guerra de independência contra a Inglaterra.

Nação é imutável. Estado e governo são mutáveis.

Vamos aproveitar o momento de grave crise econômica, política, social e institucional que está vivendo o Brasil para iniciarmos um movimento para construção de uma nação brasileira. Para isso temos que abandonar definitivamente essa nossa visão míope de grupos, falanges, patotas, corporativismo e masturbação mental ideológica. Além de ser fundamental abandonarmos também nossa visão mesquinha apenas do pecuniário e de vaidades pessoais (títulos, cargos e patentes). Vamos doar nosso saber e conhecimento para esse movimento, sem nada pedir em troca.

No estágio atual de putrefação do Brasil trocar de governo seria o mesmo que trocar de mosca e as fezes continuarem as mesmas. O Brasil necessita, urgentemente, de uma nova Assembleia Nacional Constituinte.

Constituinte já!

Entendo a angústia de Bergamini, aprecio seu chamado patriótico, mas tenho receio do método proposto para tão nobre fim. Estou lendo um livro fundamental, obrigatório para quem gosta de política, que a editora Record vai lançar no Brasil: O grande debate, de Yuval Levin. Trata-se de um precioso resumo do grande confronto intelectual entre Thomas Paine e Edmund Burke durante os agitados anos das revoluções Americana e Francesa.

Em suma, Paine adotava uma abordagem mais radical, calcada em direitos universais, fazendo tábula rasa da história e imaginando um “novo começo” do zero, com base apenas em abstrações sobre justiça. Já Burke era mais prudente, mais cauteloso, dava um peso muito maior ao acúmulo de experiência histórica e às instituições e tradições, para propor mudanças graduais que apontassem na direção certa.

Ainda vou escrever uma resenha do livro, mas a síntese é essa, com tudo aquilo que tais divergências essenciais de abordagem produzem. Basta lembrar que Paine foi um entusiasta da Revolução Francesa, que instaurou o Terror e levou a uma ditadura depois, enquanto Burke foi o grande crítico dos acontecimentos na França jacobina desde o começo. Creio que a história mostrou com quem estava a parcela maior de sabedoria. Em suas Reflexões, por exemplo, ele tinha escrito:

Não ignoro nem os erros, nem os defeitos do governo que foi deposto na França e nem a minha natureza nem a política me levam a fazer um inventário daquilo que é um objeto natural e justo de censura. […] Será verdadeiro, entretanto, que o governo da França estava em uma situação que não era possível fazer-se nenhuma reforma, a tal ponto que se tornou necessário destruir imediatamente todo o edifício e fazer tábua rasa do passado, pondo no seu lugar uma construção teórica nunca antes experimentada?

Olhando o Brasil que temos, dá muita vontade de lutar por um “recomeço”, por uma espécie de “boot” no sistema, apagando tudo o que existe em troca de um novo modelo mais racional e liberal. Mas a prática nem sempre funciona como a teoria, ou como nossas ilusões. E é nos detalhes que mora o diabo. Por isso eu desabafei esses dias na minha página do Facebook:

Vejo gente boa endossando esse papo de “nova constituinte”. Tenho MUITO receio disso. Não só pelo momento do país e por quem aprovaria o troço, como também – e principalmente – pelo que isso ajuda na narrativa cafajeste do PT de que o problema é o “sistema”, de que “são todos iguais”. Constituinte nada: eu quero é Lula na cadeia e o PT exterminado como partido, já que não passa de uma quadrilha!

Ou seja, cada coisa em seu tempo. O governo Temer é fraco, de transição, e covarde ao enfrentar os grupos organizados que querem perpetuar seus privilégios. Mas está fazendo alguma coisa, com reformas importantes, aquém do que necessitamos, sem dúvida, mas um primeiro passo possível no mundo de hoje. A pressão deve continuar, pois a “pinguela” sacode de acordo com os ventos, e o lado decente do Brasil não pode relaxar por um só minuto, caso contrário a turma reacionária de esquerda vencerá. Por isso aplaudo os críticos mais ferrenhos do governo de transição.

Mas por mais que seja tentador aproveitar esse momento para uma revolução completa do sistema, sempre tive muito medo de revoluções, pois a única que deu certo foi a Americana, e há muita gente que alega, com embasamento, que foi uma “revolução conservadora”, apesar da aparente contradição. O que seria dela só com a empolgação de Paine ou Thomas Jefferson, e sem a prudência de um John Adams da vida? Os americanos da colônia lutavam pela manutenção de valores vindos da Inglaterra, não por uma tábula rasa desconectada da tradição britânica.

Quero mudar o Brasil, e quero mudá-lo de forma radical. Mas o processo é importante. Como chegaremos lá é fundamental, para que a coisa não descambe para algo ainda pior do que já temos, não saia de controle e vá parar em algum regime autoritário qualquer ou numa guerra civil. E mais importante: não podemos dar ao PT a oportunidade para essa narrativa canalha de que o problema maior está no “sistema”, não no DNA totalitário do próprio partido.

Bernardo Santoro, ex-presidente do Instituto Liberal, argumentou: “Nova constituinte é um completo absurdo. As únicas cláusulas pétreas são exatamente as liberais. Tudo o que queremos dá para mudar por PEC. Isso é munição para petista”. Tendo a concordar com ele. E aproveito para recomendar esse importantíssimo texto de Alexandre Borges na Gazeta, justamente sobre a narrativa criada pela esquerda para voltar ao poder em 2018. Diz ele:

A esquerda continua avançando na sua marcha para reconquistar o Palácio do Planalto em 2018 com a prestimosa ajuda de Michel Temer, um presidente fraco, vacilante e sem brilho, incapaz de liderar o país e que está pavimentando a volta das forças que criaram a maior recessão e os maiores escândalos de corrupção da história.

Como disse Roberto Campos, “fracasso para a esquerda é apenas um sucesso mal explicado”. A guerra mais importante a ser travada nos próximos meses é a de narrativas e até agora apenas um dos lados está lutando. Sem uma contra-narrativa e um investimento sério, competente e constante em comunicação, um esquerdista será empossado em janeiro de 2019 como presidente.

Para ter chances eleitorais no próximo ano, a esquerda entende a necessidade de convencer a opinião pública de que:

  1. Dilma foi vítima de um golpe
  2. Todos são corruptos, a culpa é do “sistema”
  3. Temer é “contra o povo”
  4. O governo quer retirar “direitos conquistados”
  5. Ao menos a esquerda tem “preocupação social”

Todas as cinco narrativas acima continuam sendo empurradas para a opinião pública diariamente, tanto pelos políticos de esquerda como pela imprensa, professores em sala de aula, sindicalistas, petistas de batina em igrejas, adolescentes doutrinados e todo tipo de idiota útil que o país com um dos piores índices mundiais de analfabetismo funcional consegue produzir.

Ou seja, não podemos dar mais munição para essa turma! Não podemos, de olho num sonho utópico de mudar tudo o que tem que ser mudado no país de uma só vez, esquecer de que o PT e o que ele representa são bem mais perigosos para nosso futuro do que alternativas existentes dentro do “sistema”. Não podemos jogar o bebê da democracia fora junto com a água suja do banho. Nossa narrativa não deveria estar focada em Constituinte para mudar todo o sistema, e sim em deixar bem claro o que quase destruiu o Brasil de vez: o petismo, a esquerda radical, o nacional-desenvolvimentismo, Lula e seus comparsas.

Ou alguém acha mesmo que Paulo Maluf é tão perigoso quanto José Dirceu, que Temer é tão ruim quanto Dilma, que até mesmo Sarney é tão nocivo quanto Lula, e que Aécio Neves representa uma ameaça tão grande quanto Luciana Genro? Alguém fica mesmo indiferente entre João Doria e Ciro Gomes? Alguém considera Ronaldo Caiado uma ameaça equivalente a Marina Silva? Alguém efetivamente pensa que o PT e suas linhas auxiliares (PSOL, PDT, Rede e PCdoB) são “farinha do mesmo saco” do PSDB, DEM e mesmo do fisiológico PMDB? Só quem acha que não há diferença entre Venezuela e Colômbia…

Sim, o Brasil precisa mudar muito, quase tudo, eu diria! Precisa de federalismo, descentralização de poder, menos recursos estatais, mais livre mercado, contas de capitalização individual no lugar desse esquema de pirâmide insustentável da Previdência Social, leis trabalhistas bem mais flexíveis etc. Nós, liberais, sabemos de tudo isso. Mas a questão-chave é: como vamos chegar lá? Acho que erra feio quem responde: com base numa nova Constituinte no momento atual de crise.

É tudo o que os petistas mais querem ouvir: que o maior problema não foi fruto do PT, mas do “sistema”.

Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

Inter levou dois gols de cabeça do Novo Hamburgo, mas em nenhum momento a imprensa esportiva colorada gaúcha falou que o time tem problemas com a bola aérea, por Lúcio Machado Borges*

Neste domingo (30), teve a primeira partida das finais do Campeonato Gaúcho entre Internacional e Novo Hamburgo. O primeiro confronto terminou empatado em 2 a 2. O Internacional sofreu dois gols de bola parada, dois gols de cabeça da equipe do Vale do Sinos. No entanto, não vi ninguém da imprensa esportiva colorada gaúcha, dizer que o Internacional tomou dois gols de bola parada, de cabeça e que a zaga do Inter falhou.

Digo isso porque essa tautologia é bem recorrente entre a mídia gaúcha. Seguidamente, o pessoal da imprensa esportiva colorada gaúcha fala que o Grêmio, que era trinado por Roger, e o atual time do Grêmio, treinado por Renato, tem sérios problemas defensivos, principalmente nas bolas paradas, já que sofre muitos gols de cabeça.

Infelizmente, há muitos anos que eu venho falando e denunciando aqui no RS Notícias, sobre a parcialidade da imprensa esportiva gaúcha, onde a maioria dos cronistas esportivos são colorados doentes e com uma tendência muito forte a tentar denegrir a imagem do Grêmio.

É lamentável que tenhamos uma imprensa esportiva tendenciosa como esta. Ela deveria ser imparcial, mas infelizmente, não é.

*Editor do site RS Notícias

Artigo escrito no dia 1° de maio de 2017.

Partidos esquerdopatas e sindicatos continuam contra a reforma da CLT, apesar do aumento do desemprego, por Lúcio Machado Borges*

Os números são avassaladores. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (28), o desemprego atinge mais de 14 milhões de pessoas em todo o Brasil e a previsão é que só a partir de agosto deste ano é que os empregos devem ser retomados

É urgente a modernização da CLT, das leis trabalhistas no país, já que a CLT não protege o trabalhador e sem falar que ela é completamente atrasada e arcaica, já que ela é da década de 40 do século passado, quando Getúlio Vargas copou a fascista Carta del Lavoro, de Benito Mussolini.

Como já foi dito diversas vezes aqui no RS Notícias, os sindicalistas e os partidos esquerdopatas, não defendem os interesses da população. Eles defendem apenas a manutenção dos seus altos salários e a manutenção dos seus privilégios.

*Editor do site RS Notícias