domingo, 19 de janeiro de 2025

Cometa mais brilhante do ano ilumina o céu do RS

 À espera nos Campos de Cima da Serra, o astrofotógrafo de Torres, Gabriel Zaparolli, registrou passagem do astro pelo Hemisfério Sul



O cometa batizado de C/2024 G3 (ATLAS), que pode ser o mais brilhante do ano, pôde ser visto do céu gaúcho neste final de semana. Nos últimos dias, o corpo celeste esteve mais próximo do Sol, criando uma imagem bela sobre o Hemisfério Sul. Tipicamente, os cometas ficam mais brilhantes neste período de maior aproximação com o Sol, que é chamado de periélio.

O fenômeno foi registrado pelo astrofotógrafo de Torres, Gabriel Zaparolli. Ele conta que o registro foi feito em Jaquirana, nos Campos de Cima da Serra na noite de sábado, por volta das 20h30min. Entretanto, ele e o amigo Gustavo Selau estavam desde a metade da semana passada viajando pela região em busca do melhor local para registrar o cometa. Zaparolli explica ainda que teve uma janela de apenas uma hora para fazer as imagens do cometa.

“O céu limpou completamente, criando o cenário perfeito para fotografar o cometa G3 ATLAS. Quando chegamos, percebemos algo mágico: o campo estava repleto de luzes piscando. Eram centenas de vagalumes, criando um espetáculo único que se uniu à paisagem. Esse momento resultou em um dos registros mais impressionantes que já fiz em minha carreira”, celebrou.


Segundo o portal Starwalk Space, o C/2024 G3 é considerado um cometa rasante solar, pois passou extremamente próximo ao Sol no periélio. O cometa foi descoberto ainda no ano passado pelo Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System (Último Sistema de Alerta de Impacto Terrestre de Asteroides, em tradução livre), usado pela agência espacial americana (Nasa) para monitorar objetos próximos à Terra.


Ele chegou a ser fotografado da Estação Espacial Internacional pelo astronauta da agência Don Petit na última semana. Os cometas são compostos de poeira, gases congelados, gelo e rochas unidas após a formação do Sistema Solar. À medida que se aproximam do Sol, ficam lentamente mais quentes e brilhantes. O gelo se transforma em gás e afasta a poeira, formando a tradicional cauda associada aos cometas.

Correio do Povo

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