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sábado, 16 de novembro de 2024

Após bomba e morte às suas portas, STF deve limitar acesso até o fim do ano

 Corte vai avaliar nos próximos meses medidas para voltar a receber visitações



O Supremo Tribunal Federal (STF) estuda como retomar o acesso ao prédio sem comprometer a segurança dos ministros e servidores. Por enquanto, o edifício segue cercado com grades e as visitações públicas permanecem suspensas. As medidas não devem ser flexibilizadas em 2024. A previsão é que os protocolos sejam reavaliados ao longo dos próximos meses.

As mudanças foram implementadas às pressas após o atentado a bomba na noite de quarta-feira, 13, em frente à estátua da Justiça. Francisco Wanderley Luiz, autor do ataque, se matou com explosivos.

Servidores relataram momentos de pânico. O prédio foi evacuado imediatamente. A equipe de segurança temia que novas bombas estivessem espalhadas.

As sessões de julgamentos estão mantidas, mas com acesso restrito a advogados das partes e jornalistas previamente credenciados. Todos são submetidos a um esquema de segurança rigoroso.

Antes disso, qualquer cidadão podia acompanhar as votações no plenário, que tem capacidade para acomodar 170 pessoas sentadas. Também era comum a participação de estudantes de Direito nas sessões de julgamento.

O tribunal suspendeu ainda o programa de visitação aberto ao público, o 'STF de portas abertas'. A visita guiada ao edifício podia ser feita em grupos de até 12 pessoas ou individualmente, mediante agendamento. Em agosto, ou seja, menos de três meses antes do atentado, Francisco compartilhou nas redes uma foto em frente ao que seria o plenário do STF vazio, dizendo que 'deixaram a raposa entrar no galinheiro (chiqueiro)'.

Desde o atentado, o STF recebeu oito mensagens exaltando o episódio, algumas também com ameaças. O tribunal recebe, em média, três ameaças por dia, entre mensagens, cartas e até objetos. Desde o 8 de Janeiro, foram cerca de mil ameaças. As medidas de segurança não são divulgadas para não dar vantagem a agressores em potencial. O prédio é monitorado e protegido pela Polícia Judicial.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

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