Israel afirmou que impedirá que o Irã entregue armas ao Hezbollah pelo aeroporto de Beirute
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, denunciou, nesta sexta-feira, 27, um "crime de guerra flagrante", horas depois de um bombardeio aéreo na periferia sul de Beirute, reduto do movimento islamista libanês Hezbollah, segundo um meio oficial.
"Os ataques perpetrados hoje [sexta-feira] pelo regime sionista na periferia de Beirute constituem um crime de guerra flagrante, que mostrou mais uma vez a natureza do terrorismo de Estado deste regime", indicou Pezeshkian, em referência a Israel, em um comunicado publicado pela agência Irna.
Israel realizou um bombardeio nesta sexta-feira contra o "quartel-general" do movimento islamista libanês Hezbollah ao sul de Beirute.
O ataque deixou dois mortos e 76 feridos, segundo um primeiro balanço oficial libanês.
Segundo as emissoras israelenses, o objetivo era o líder do movimento pró-iraniano, Hassan Nasrallah, que "está bem", indicou uma fonte próxima ao Hezbollah.
Escalada do conflito na região
O Exército israelense declarou, nesta sexta-feira, 27, que não permitirá que o Irã entregue armas ao movimento islamista pró-iraniano Hezbollah pelo aeroporto de Beirute, patrulhado atualmente por caças israelenses.
"Não permitiremos que voos inimigos carregados de armas aterrissem no aeroporto civil de Beirute", declarou o porta-voz do Exército israelense, Daniel Hagari, em um discurso televisionado na noite desta sexta-feira.
"Temos conhecimento de carregamentos de armas iranianas destinadas ao Hezbollah e frustraremos estes planos. Caças patrulham neste momento o céu ao redor do aeroporto" da capital libanesa, acrescentou.
AFP e Correio do Povo
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