Segundo aliados, o caminho natural do ex-presidente seria o Ministério das Relações Exteriores
Segundo aliados, o caminho natural de Lula seria o Ministério das Relações Exteriores | Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula/ CP
Nos últimos dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi sondado por líderes petistas e representantes do governo sobre a possibilidade de ocupar uma vaga no ministério da presidente Dilma Rousseff. Até agora, no entanto, ele tem se mostrado refratário à ideia, dizendo que prefere passar os próximos meses viajando pelo Brasil para fazer a "defesa da democracia" e de uma agenda nacional de educação. Segundo aliados, o caminho natural de Lula seria o Ministério das Relações Exteriores. Integrantes do governo, no entanto, também citam as pastas da Defesa e Casa Civil entre as possibilidades.
Pelo menos, dois ministros do governo Dilma, além de parlamentares e dirigentes petistas, sondaram Lula nos últimos dias. O titular da Defesa, Jaques Wagner, foi um dos que conversaram nesta sexta-feira com o ex-presidente sobre o assunto. A pressão mais forte vem de setores do PT, em especial a bancada do partido na Câmara, que vê no ex-presidente um reforço de peso na articulação política do governo. Para tentar convencê-lo, argumentam que no ministério Lula passaria a ter direito à prerrogativa de foro na Justiça e sairia do raio de ação da Operação Lava Jato.
Embora os integrantes da força-tarefa afirmem que o ex-presidente não é nem sequer investigado, aliados próximos avaliam que Lula é o alvo real da operação e deve se proteger. Pessoas próximas ao petista dizem que ocupar uma pasta "é a última coisa que ele quer neste momento" e ressaltam que até hoje Dilma não manifestou abertamente o desejo de tê-lo no ministério. Já pessoas contrárias à ideia alegam que uma nomeação de Lula decretaria o fim do governo Dilma, já que o ex-presidente é quem exerceria o poder.
Abraço Hoje, centenas de pessoas foram até a sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, para um ato em solidariedade ao ex-presidente. Na semana passada, o local foi alvo de uma bomba caseira. O caso foi tratado pelo PT como um "atentado político". Entre os participantes estavam os ministros da Comunicação Social, Edinho Silva, da Casa Civil, Aloisio Mercadante, e Jaques Wagner, além de dirigentes petistas, sindicalistas, lideranças de movimentos sociais, ex-colaboradores, parentes e admiradores em geral.
Em clima de festa, eles entoaram gritos como "pode tremer, aqui é a infantaria do PT" e deram um abraço simbólico no instituto. "A oposição irresponsável tem alimentado estes grupos fascistoides", disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Enquanto o ato ainda ocorria Lula fez duas reuniões políticas. Uma com Wagner, o preferido de Lula para ocupar a Casa Civil numa possível reforma ministerial, e outra com Edinho e Mercadante, que deixou o local irritado e evitando a imprensa.
Líderes petistas se mostraram refratários à possibilidade de o partido perder espaço no governo para o PMDB. "O PT já tem muito pouco espaço no ministério", disse o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.
Pelo menos, dois ministros do governo Dilma, além de parlamentares e dirigentes petistas, sondaram Lula nos últimos dias. O titular da Defesa, Jaques Wagner, foi um dos que conversaram nesta sexta-feira com o ex-presidente sobre o assunto. A pressão mais forte vem de setores do PT, em especial a bancada do partido na Câmara, que vê no ex-presidente um reforço de peso na articulação política do governo. Para tentar convencê-lo, argumentam que no ministério Lula passaria a ter direito à prerrogativa de foro na Justiça e sairia do raio de ação da Operação Lava Jato.
Embora os integrantes da força-tarefa afirmem que o ex-presidente não é nem sequer investigado, aliados próximos avaliam que Lula é o alvo real da operação e deve se proteger. Pessoas próximas ao petista dizem que ocupar uma pasta "é a última coisa que ele quer neste momento" e ressaltam que até hoje Dilma não manifestou abertamente o desejo de tê-lo no ministério. Já pessoas contrárias à ideia alegam que uma nomeação de Lula decretaria o fim do governo Dilma, já que o ex-presidente é quem exerceria o poder.
Abraço Hoje, centenas de pessoas foram até a sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, para um ato em solidariedade ao ex-presidente. Na semana passada, o local foi alvo de uma bomba caseira. O caso foi tratado pelo PT como um "atentado político". Entre os participantes estavam os ministros da Comunicação Social, Edinho Silva, da Casa Civil, Aloisio Mercadante, e Jaques Wagner, além de dirigentes petistas, sindicalistas, lideranças de movimentos sociais, ex-colaboradores, parentes e admiradores em geral.
Em clima de festa, eles entoaram gritos como "pode tremer, aqui é a infantaria do PT" e deram um abraço simbólico no instituto. "A oposição irresponsável tem alimentado estes grupos fascistoides", disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Enquanto o ato ainda ocorria Lula fez duas reuniões políticas. Uma com Wagner, o preferido de Lula para ocupar a Casa Civil numa possível reforma ministerial, e outra com Edinho e Mercadante, que deixou o local irritado e evitando a imprensa.
Líderes petistas se mostraram refratários à possibilidade de o partido perder espaço no governo para o PMDB. "O PT já tem muito pouco espaço no ministério", disse o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.
Estadão e Correio do Povo
Nenhum comentário:
Postar um comentário