CEGUEIRA FUNCIONAL

 ANALFABETISMO FUNCIONAL

Mais do que sabido e comprovado, é assustador o número de brasileiros que sofrem de -ANALFABETISMO FUNCIONAL-. Estudos recentes dão conta de que 40 milhões de brasileiros -SABEM LER E ESCREVER PALAVRAS OU FRASES CURTAS, MAS SÃO INCAPAZES DE COMPREENDER TEXTOS MAIS LONGOS, INTERPRETAR INFORMAÇÕES OU REALIZAR OPERAÇÕES MATEMÁTICAS BÁSICAS-.

CEGUEIRA FUNCIONAL

O que pouca gente sabe é que também é crescente o universo de brasileiros que sofrem de -CEGUEIRA FUNCIONAL-, doença que se caracteriza pela VISÃO DETURPADA DOS FATOS, influenciada por ingestão de DOSES HOMEOPÁTICAS DE POPULISMO. Esse grupo de brasileiros -doentes-são capazes de ENXERGAR AS PROMESSAS E AÇÕES POPULISTAS COMO INSTRUMENTOS DE CURA DOS PROBLEMAS SOCIAIS E ECONÔMICOS DO NOSSO EMPOPBRECIDO BRASIL . 

ILUSÕES ÓTICAS

Esta VICIANTE CARGA DE POPULISMO que vem sendo injetada -NA VEIA- de grande número de brasileiros é a CAUSA do crescimento indiscriminado da preocupante CEGUEIRA FUNCIONAL. Na real é algo que provoca ILUSÕES ÓTICAS do tipo que ENGANAM O SISTEMA VISUAL, fazendo com que os capturados ENXERGUEM ALGO IRREAL, ou seja, QUE NÃO PERMITE O DESENVOLVIMENTO DO RACIOCÍNIO LÓGICO. Mais: AS INFORMAÇÕES POPULISTAS RECEBIDAS PELOS OLHOS produzem substâncias que levam a terrível CEGUEIRA FUNCIONAL.  


Pontocritico.com

"Todo mundo sabia", diz produtora sobre Vorcaro financiar filme sobre Bolsonaro

 Dona da GoUp afirmou que empresário iniciou tratativas sobre cinebiografia com Flávio e Eduardo em 2024


*Com informações do portal R7


A dona da produtora GoUp, Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme Dark Horse, afirmou, em entrevista exclusiva ao R7, que Daniel Vorcaro investiu recursos no longa-metragem e que a participação era de conhecimento dos envolvidos no projeto, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.


“O dinheiro do Daniel veio por meio de um fundo chamado Havengate. Eu não faço diligência do fundo; o fundo é que faz em mim. O Daniel era conhecido por patrocinar programas de TV, Fórmula 1, já tinha patrocinado os filmes do Lula e do Temer, e achei normal o interesse no filme — e todo mundo sabia. Ele começou a tratar com Flávio e Eduardo em 2024. E, aparentemente, ninguém sabia ainda dos problemas, apenas o Banco Central”, declarou.


Na semana passada, porém, a GoUp havia negado qualquer envolvimento de Vorcaro com o financiamento do filme: “A GoUp Entertainment esclarece, preliminarmente, que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual veda a divulgação da identidade de investidores cujos aportes encontrem-se resguardados por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements)”, afirmou a produtora, em nota.

Ainda de acordo com a empresa, “trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar”. A nota dizia ainda que, “dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”.


A produtora também afirmou que o projeto cinematográfico foi estruturado por meio de “articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional”, sem uso de recursos públicos.


“Cumpre destacar, ademais, que conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos — sendo improcedente qualquer ilação em sentido contrário”, acrescentou a empresa.

Por fim, a GoUp declarou que repudia “tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual” e reitera que permanece à disposição das autoridades e da imprensa para prestar esclarecimentos.


Correio do Povo

CCJ adia análise de propostas que reduzem a maioridade penal para 16 anos

 Comissão discutiu propostas que tratam da responsabilização criminal de adolescentes em casos de violência e crimes graves


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira a análise da admissibilidade de três propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a maioridade penal para 16 anos. Na prática, as propostas passam a prever que, após 16 anos de idade, qualquer pessoa responde criminalmente por seus atos, podendo cumprir pena no sistema prisional comum.


Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. O adiamento foi anunciado pelo presidente da comissão, deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), em razão do início da Ordem do Dia do Plenário, que impede outras votações na Casa.


A proposta principal (PEC 32/15), do ex-deputado Gonzaga Patriota (PE), previa originalmente a plena maioridade civil e penal aos 16 anos. Isso significa que, além de responderem por crimes como adultos, os jovens passariam a ter todos os direitos da vida adulta: poderiam casar, celebrar contratos e obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O texto tornava ainda o voto obrigatório aos 16 anos e reduzia a idade mínima para se candidatar a cargos como o de vereador.


Foco criminal das propostas

No entanto, o parecer lido nesta terça-feira pelo relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), propõe emendas que limitam o alcance da proposta, prevendo exclusivamente a punição criminal de jovens acima de 16 anos. Assis explicou que retirou a parte dos direitos civis para garantir que a PEC tratasse de apenas um assunto, evitando, segundo ele, “confusão jurídica”.


"Na forma original, a proposta abrange simultaneamente o regime de imputabilidade penal e o regime da capacidade civil, institutos que, embora compartilhem o critério etário, têm fundamentos, consequências e tradição normativa distintos”, disse.


Além da PEC 32/15, Assis também recomenda no parecer a admissibilidade de duas outras PECs apensadas. A PEC 8/26, do Capitão Alden (PL-BA), sugere a redução da maioridade penal apenas em casos excepcionais, como crimes hediondos ou crueldade extrema, após avaliação técnica do jovem. Já a PEC 9/26, da deputada Julia Zanatta (PL-SC), propõe a redução geral para 16 anos em todos os crimes e estabelece que adolescentes de 12 a 16 anos também respondam criminalmente se cometerem crimes com violência, grave ameaça ou contra a vida.


O debate na comissão expôs opiniões divergentes sobre segurança pública. O deputado Mendonça Filho (PL-PE) defendeu a redução, afirmando que “é uma demanda de mais de 80% da população para crimes violentos”. Já a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) criticou a proposta, argumentando que apenas 8% dos atos de jovens são graves e que o sistema prisional comum pode facilitar o recrutamento de adolescentes pelo crime organizado.


A situação atual de responsabilização

Hoje, adolescentes que cometem atos infracionais cumprem medidas socioeducativas — e não penas do sistema prisional comum. Essas medidas estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e funcionam como ferramentas de responsabilização e reinserção social para jovens de 12 a 18 anos.

O ECA estabelece seis medidas principais, que progridem conforme a gravidade da conduta: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida — executadas em meio aberto —, além dos regimes de semiliberdade e internação, este último restrito a crimes com violência ou reiteração grave.

Correio do Povo

Queda e informação de visita a Vorcaro em dia de explicações de Flávio à bancada

 Taline Oppitz



Apesar dos temores sobre a escalada dos impactos negativos da relação com Daniel Vorcaro no desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro, pelo menos por enquanto, a pré-candidatura ao Planalto está mantida. A decisão foi relatada à coluna por parlamentares que participaram de reunião da bancada com Flávio, nesta terça-feira, em Brasília.


O encontro coincidiu com a divulgação da pesquisa Atlas/Intel, a primeira após vir à tona o episódio da troca de mensagens entre o presidenciável e Vorcaro. O levantamento, que teve o método questionado pelo PL, mostrou uma queda no desempenho de Flávio contra Lula, nos cenários de primeiro e segundo turnos, chegando a seis pontos percentuais, e aumento da rejeição do liberal. Também nesta terça-feira, mais uma informação se tornou pública: uma visita de Flávio a Vorcaro, na casa do ex-banqueiro, em São Paulo, após a primeira prisão dele, quando estava em domiciliar.


Segundo Flávio, ele se encontrou com Vorcaro para estabelecer um ponto final na história. "No final de 2025, houve aquele áudio, que todos ouviram, em que eu peço uma luz, uma palavra final sobre o que ia acontecer. Estava em um grande risco de o filme ser encerrado. Seria uma catástrofe. E no dia seguinte ele foi preso. Foi nesse momento que nós vimos ali que deu uma virada de chave, entendemos melhor que a situação era muito mais grave", disse o presidenciável, em entrevista na sede do PL.


Na reunião com a bancada do partido, Flávio afirmou ainda que será contratada uma auditoria para não deixar dúvidas sobre a destinação dos recursos aplicados no filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A expectativa é a de que a análise seja concluída em 30 dias.

Correio do Povo

Renan Cassandra

 O senador Renan Calheiros acaba de profetizar que “A crise do Master está escalando e vai escalar cada vez mais”

Por Alexandre Garcia


Na mitologia grega, os deuses castigaram Cassandra, fazendo com que ninguém acreditasse em suas profecias, embora fossem retrato do que realmente aconteceria. Ela ficou símbolo da profecia acertada, mas trágica – e por isso não acreditam. O senador Renan Calheiros acaba de profetizar que “A crise do Master está escalando e vai escalar cada vez mais”. Já está no topo do Judiciário e agora, anunciada por esse Renan Cassandra, no topo da Câmara, num caso que parece conduzir ao topo do Executivo.


Renan Cassandra denunciou que o deputado Hugo Motta enxertou num projeto de lei de crédito de carbono um favor ao Master, fazendo com que os fundos de previdência aportassem um percentual no Master. O projeto, diferente da emenda não aprovada do senador Ciro Nogueira, passou pela Câmara e no Senado e foi sancionado. Ao mesmo tempo, conta Renan, a cunhada de Hugo Motta recebeu um empréstimo de 140 milhões do Master, que não precisou pagar. Maior que os 129 milhões. Nota de Motta diz que é para créditos de carbono e que não responde por empréstimo tomado por outra pessoa (a cunhada). No vídeo em que denuncia o negócio, Renan Cassandra parece pausar as sílabas ao pronunciar a palavra sancionado. Fiquei curioso por quê. E fui saber em que data a lei foi assinada pelo presidente da República.


Lula sancionou a lei que beneficia o Master, com a emenda de Hugo Motta, em 11 de dezembro de 2024. Sete dias depois de ter recebido de modo oculto, sem estar na agenda, Daniel Vorcaro, no Palácio do Planalto, numa reunião de hora e meia. Vorcaro fora trazido pelo ex-ministro da Fazenda do PT, Guido Mantega. Lula chamou para a reunião o já indicado presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Também na reunião, personagens do Credcesta, da Bahia, o ex-governador, ministro da Casa Civil Rui Costa, e o CEO do Master, Augusto Lima.


Vorcaro argumentou a Lula que era um perseguido pelos grandes bancos, pedindo apoio contra a concentração do sistema bancário. Consultou se poderia vender o Master para o BTG e Lula aconselhou que não. Depois veio um banco estatal e a desgraça do BRB. Vorcaro saiu satisfeito. Contou à namorada que a reunião fora ótima. Sete dias depois Lula sancionava a lei com a emenda de Hugo Motta e fundos de previdência de estados e municípios eram predados em aplicações no Master.


As relações com o Master, nos três poderes, têm cheiro de concussão, que é quando alguém, em razão do cargo, tem vantagem, direta ou indireta, para si ou para outra pessoa. Código Penal, artigo 316, com pena de até 12 anos. Ontem no Senado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, lembrou a todos nós que chama atenção é o que Vorcaro fez com o dinheiro. E com quem: vaticina Renan Cassandra que a crise do Master vai escalar cada vez mais.

Correio do Povo

FRASE DO DIA

 Não quero que pense como eu, só quero que pense.

- Frida Kahlo

O Brasileiro e as possibilidades de rebaixamento quase ao final do turno

 O Brasileiro terá a realização da 17ª rodada do primeiro turno no final de semana. Inter e Grêmio jogam no sábado.

Hiltor Mombach


O Brasileiro terá a realização da 17ª rodada do primeiro turno no final de semana.

Inter e Grêmio jogam no sábado.

O Grêmio recebe o Santos e o Inter encara o Vitória no Barradão.

O Inter está em 11ºlugar com 21 pontos.

O Grêmio ocupa a 15ª posição com 18.

A situação do Grêmio é delicada.

Restam duas rodadas para terminar o primeiro turno e uma para a parada da Copa do Mundo.

O Santos é o primeiro time (16º) fora da zona de rebaixamento e, com a mesma pontuação, o Corinthians abre a zona de rebaixamento.

No domingo tem Corinthians x Galo.

Grêmio, Santos e Corinthians têm o mesmo número de vitorias, quatro.

O Grêmio tem saldo de menos 2 e o Corinthians de -4.

O Remo ocupa a 18ª posição com 15 pontos.

Seguem as possibilidades de rebaixamento segundo cálculos dos matemáticos da Universidade Federal de Minas Gerais.

PROBABILIDADE DE SER REBAIXADO

1 CHAPECOENSE 89.0%

2 MIRASSOL 61.3

3 REMO 47.8

4 SANTOS 32.4

5 GRÊMIO 28.3

6 CORINTHIANS 25.2

7 VITÓRIA16.7

8 CRUZEIRO 15.7

9 VASCO DA GAMA1 5.1

10 ATLÉTICO-MG 15.0

11 INTERNACIONAL 12.2

12 BRAGANTINO 9.7

13 BOTAFOGO 8.5

14 CORITIBA 6.9

15 BAHIA 5.4

16 ATHLETICO-PR 5.3

17 SÃO PAULO 5.0

18 FLUMINENSE 0.34

19 FLAMENGO 0.028

20 PALMEIRAS 0.006


Correio do Povo

Novo consulado da Itália é inaugurado em Porto Alegre

 Obra de R$ 17 milhões conta com projeto de Lorenzo Fantoni e ampla sala de espera para cidadãos italianos

Alessandro Cortese, embaixador da Itália no Brasil, e Valério Caruso, cônsul da Itália no Rio Grande do Sul , na inauguração da nova sede do Consulado da Itália, em Porto Alegre Foto : Alina Souza

A nova sede do consulado-geral da Itália em Porto Alegre foi inaugurada na última segunda-feira. Com um belo projeto do arquiteto Lorenzo Fantoni, a obra custou R$ 17 milhões, investidos pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália. A nova sede está distribuída em três confortáveis andares e conta com uma extensa sala de espera de 100 m² para os cidadãos italianos que estiverem em atendimento. A inauguração contou com a presença do embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese; do secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Riccardo Guariglia; do governador Eduardo Leite; e do cônsul-geral Valério Caruso. Empresários e autoridades como o secretário de Planejamento de Porto Alegre, César Schirmer, Secretária da Fazenda, Ana Pellini, Frederico Antunes e Clóvis Tramontina.


Jantar de apresentação

O Porto Alegre Country Club recebe, na noite do próximo dia 27, para o tradicional jantar de apresentação das 23 jovens que irão debutar no clube em 2026. O jantar terá cardápio assinado pelo chef Lúcio Gastronomia, enquanto a organização ficará a cargo da Jalfim Eventos, responsável pela produção da noite. Os eventos das debutantes tiveram início ainda em março, com uma programação de encontros semanais entre as meninas. As atividades incluíram momentos de integração, dinâmicas sociais e ações preparatórias para o baile que está agendado para o dia 22 de agosto.

Clóvis e Eunice Tramontina na manhã de inauguração da nova sede do consulado italiano | Foto: Guaracy Andrade / Especial / CP



Correio do Povo

Relator negocia transição de 5 anos para PEC da escala 6x1

 Leo Prates busca acordo com governo para transição de até cinco anos na mudança da escala de trabalho


Relator em comissão especial da Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala de trabalho 6x1, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) tenta costurar com o governo um período de transição de dois a cinco anos para a medida entrar em vigor. Segundo relatos de pessoas que acompanham as negociações, o governo quer a adoção imediata da escala 5x2, mas admite uma transição de até três anos para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas. Além da PEC que já tramita no Congresso, o próprio governo encaminhou um projeto de lei sobre o tema — visto com potencial para melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição. A medida também conta com o apoio de lideranças da Câmara e do Senado, o que levou empresários a pressionar por compensações à medida, como um período de transição. Além do aumento de custos, analistas veem risco de a medida provocar aumento da rotatividade.


O Estadão/Broadcast apurou que o texto vai prever dois dias de descanso semanais, mas não consecutivos, com preservação dos domingos. Embora a PEC deva resguardar dois dias de descanso, há uma cautela na Câmara para não tratar diretamente de escala no texto, com o objetivo de assegurar o papel de convenções coletivas.


Acordo na Câmara

Em coletiva após reunião com o colégio de líderes dos partidos para definir a pauta de votações dos próximos dias, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou ontem a discussão sobre um período para a validade de novas regras, embora não exista até agora um acordo. "A ideia é construirmos com o governo um acordo. Não há ainda essa questão 100% resolvida, porque nós temos de dialogar até o final, até para entender como se dará a conclusão dessa questão do texto. Então, esse é um dos pontos que nós vamos tratar nos próximos dias para que tenhamos a proposta apresentada pelo relator", afirmou ele. À noite, ele se reuniu com Prates na residência oficial da Câmara. Também participaram os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego).

Motta também disse que mantém a previsão de votação da PEC no plenário na semana que vem, mas informou que não há um acordo já selado para a tramitação no Senado. "Eu penso que, com a Câmara concluindo o seu trabalho, o Senado dará a prioridade que a pauta requer, já que é o anseio de mais de 70% da população brasileira. Mas eu não tenho nenhum pré-acordo, não há nenhuma tramitação pré-acertada."


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

A produção ucraniana de armas

 O país abriu linhas de exportação de tecnologias de defesa e drones para parceiros ocidentais

Por Jurandir Soares


Desde que terminou a trégua de três dias (8 a 10 de maio) decretada por Vladimir Putin na guerra que trava contra a Ucrânia, os bombardeios voltaram a se intensificar, de ambas as partes. Chamou a atenção, porém, o grande ataque desfechado por Kiev, o qual atingiu Moscou, onde matou três pessoas. Detalhe: a capital russa está a cerca de 500 quilômetros da fronteira ucraniana. O ataque foi desfechado por drones, objetos que, em sua maioria, são interceptados; porém, os que atingem seu objetivo costumam provocar grandes estragos. O grande diferencial do uso desses artefatos é que se trata de um objeto simples, não tripulado, de custo relativamente baixo e do qual a Ucrânia se tornou grande produtora, com o diferencial de fazê-los chegar a grandes distâncias.


SURPRESA


A encarregada da diplomacia europeia, Ursula von der Leyen, fez um pronunciamento, dias atrás, ressaltando a surpresa dos europeus com a capacidade de produção de armas desenvolvida pela Ucrânia ao longo do período da guerra. Em função disso, a União Europeia decidiu mandar mais ajuda para Kiev, aproveitando a mudança de governo na Hungria, onde o então governante Viktor Orbán vetava o montante de 90 bilhões de euros que estavam por ser enviados. O fato é que a Europa passou a reforçar significativamente o financiamento e a integração da indústria de defesa da Ucrânia em seu próprio sistema de segurança. Diante da intensa guerra de desgaste, o continente passou a valorizar a capacidade ucraniana de fabricar armamentos testados em combate, transformando o país em um polo central de produção e exportação de tecnologia bélica.


FATORES


O crescente destaque da produção de armas ucranianas no cenário europeu é evidenciado por algumas iniciativas específicas. Dentre elas, pode-se ressaltar a parceria com países como a Alemanha, que têm firmado acordos bilaterais com Kiev para o desenvolvimento e a fabricação conjunta de armamentos e mísseis, promovendo a aquisição direta de sistemas de defesa produzidos em território ucraniano. Para isto, a União Europeia tem destinado bilhões de euros em pacotes financeiros – incluindo aportes milionários em investimentos diretos – para reestruturar e expandir a infraestrutura de defesa e fabricação de armas na Ucrânia. O país abriu linhas de exportação de tecnologias de defesa e drones para parceiros ocidentais, comercializando equipamentos diretamente com aliados europeus e globais.


ESCASSEZ


O conflito expôs a dependência europeia e a escassez de estoques. Essa nova cooperação militar-industrial garante que a Europa acelere seu rearmamento, enquanto absorve a expertise ucraniana na linha de frente. O cenário reflete uma mudança de paradigma, em que a Ucrânia deixa de ser vista exclusivamente como receptora de ajuda militar e passa a atuar como peça fundamental na cadeia de suprimentos de defesa do continente.


PUTIN


Paralelamente, o desgaste de Vladimir Putin com a guerra tem atingido níveis críticos, marcado por uma exaustão prolongada que afeta o controle militar, a estabilidade econômica e o apoio interno ao seu governo. O prolongamento do conflito para uma guerra de atrito gerou baixas massivas nas forças russas, além de dificuldades severas no recrutamento de soldados. A economia russa sofre com inflação, limitações severas de mão de obra e quebras nas receitas energéticas devido a sanções prolongadas. Os ataques frequentes de drones ucranianos dentro do território russo e a extensão da guerra dissiparam a aura de superioridade militar que o regime cultivava.


INSATISFAÇÃO


A desilusão cresce entre a população, com pesquisas apontando que parte considerável dos cidadãos russos acredita que a invasão causa mais danos do que benefícios. Nas altas esferas do Kremlin, diplomatas e elites demonstram frustração com o rumo do conflito, ainda que o sistema político impeça movimentações para a queda do presidente. Apesar das evidências de desgaste indicarem uma crescente fragilidade interna, Putin mantém o controle da máquina estatal. Em seus discursos recentes, tem justificado as ações militares como uma defesa necessária contra a Otan e a expansão ocidental, ao mesmo tempo em que expressa a expectativa de um desfecho favorável ao seu país, algo que a Ucrânia, por sua capacidade armamentista, não está permitindo.

Correio do Povo