A ÚLTIMA FLECHA

 NEM BAMBU NEM FLECHAS

Ontem à noite, tão logo vi o resultado da votação -em plenário-, na CÂMARA DOS DEPUTADOS, da PEC que PROPÕE O FIM DA ESCALA 6 X 1, entrei imediatamente em contato com a -LOJA QUE VENDE BAMBU- com o propósito de COMPRAR todas as FLECHAS disponíveis, para serem disparadas durante a tramitação da referida PEC no SENADO. O vendedor, estampando um sorriso -vitorioso- no rosto e plenamente convencido de que a PEC vai proporcionar grandes benefícios para a classe trabalhadora, informou que -tanto o BAMBU quanto as FLECHAS- haviam acabado. Disse mais: os pedidos de reposição foram definitivamente cancelados.  

O QUE A CÂMARA APROVOU

A rigor, não precisa ser iniciado em PROFECIA para entender, perceber e compreender que a CÂMARA DOS DEPUTADOS NÃO APROVOU UMA PEC QUE BENEFICIA OS TRABALHADORES. Ao contrário, o que resultou APROVADO (faltando a votação do SENADO) FOI UMA LEI QUE, INEVITAVELMENTE, VAI PRODUZIR, gostem ou não, no nosso cada dia mais empobrecido Brasil, o seguinte:   

CONSEQUÊNCIA ÓBVIA

1- UM EFETIVO AUMENTO DO CUSTO DO TRABALHO (a redução de horas trabalhadas sem a diminuição do salário resulta -matematicamente- em um encarecimento da HORA TRABALHADA;


2- PRESSÃO SOBRE O SETOR SERVIÇOS E COMÉRCIO, notadamente dos segmentos que exigem atendimento contínuo (como varejo e hotelaria), que vão sofrer queda de produtividade imediata ou precisar contratar mais funcionários para cobrir a mesma demanda; e,


3- AUMENTO DA INFORMALIDADE (pequenos e médios negócios, com menor capacidade de absorver os NOVOS CUSTOS TRABALHISTAS, serão OBRIGADOS a contratar EMPREGADOS INFORMAIS. Caso não queiram repassar o AUMENTO DO CUSTO TRABALHISTA para os preços finais, serão obrigados a DEMITIR FUNCIONÁRIOS. Simples assim.


ÚLTIMA FLECHA...

Tomara que os SENADORES prefiram nutrir, através do VOTO EM PLENÁRIO, um sentimento de que realmente PENSAM E GOSTAM DOS TRABALHADORES. De minha parte só me resta dizer que este editorial é a minha ÚLTIMA FLECHA ...

Pontocritico.com

FRASE DO DIA

  A inveja é uma declaração de inferioridade.

- Napoleão Bonaparte

Governo dos EUA irá classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, diz Rubio

 Chefe da diplomacia norte-americana afirmou que facções orquestram “ataques brutais” e estão entre as mais violentas do Brasil


O Governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que irá classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro na última quarta-feira.


No comunicado divulgado por Rubio, o governo norte-americano alegou que as facções serão designadas como “terroristas globais especialmente designados” - “Specially Designated Global Terrorists - e como “organizações terroristas estrangeiras”. O Departamento de Estado disse que a medida entrará em vigor a partir de 5 de junho.

Ao anunciar a decisão, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.


Correio do Povo

Celso Amorim critica “pretexto para intervenção” dos EUA em classificar CV e PCC como terroristas

 Assessor-chefe da Presidência diz que ação da Casa Branca não pode ser pretexto para intervenção no Brasil


O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, Celso Amorim, reagiu em nota, nesta quinta-feira, à classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, por parte dos Estados Unidos. Segundo Amorim, a ação da Casa Branca não pode ser um pretexto para uma intervenção americana sobre o Brasil, o que pode representar uma ameaça à soberania.


"Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável", afirmou Amorim.


Nesta quinta-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou que o país está designando o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão vai passar a valer a partir do dia 5 de junho. "O Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Sua influência se estende por toda a nossa região e chega ao nosso país", escreveu Rubio no X. "Hoje, designei essas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras e como Terroristas Globais Especialmente Designados", disse. "O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos a narcoterroristas", concluiu Rubio.


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contrário à medida e o presidente se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7, na intenção de desarmar essa e outras medidas americanas que impactariam o Brasil. Nesta terça-feira, porém, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discutiu com o Departamento de Estado dos EUA a classificação do PCC e CV como terroristas. Ele é candidato à Presidência como opositor de Lula e se reuniu com Trump. A medida do Departamento de Estado ocorre dois dias após o encontro.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Flávio Bolsonaro comemora classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA: “Grande dia”

 Senador trabalhou pela pauta em reunião com o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, comemorou nesta quinta-feira, 28, a classificação, pelos Estados Unidos, dos grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como "organizações terroristas estrangeiras". A listagem foi um dos pleitos do senador na reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta semana.

"Grande dia", escreveu Flávio em suas redes sociais, compartilhando uma publicação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre o assunto.


A frase de Flávio é uma referência ao "grande dia" publicado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando o ex-deputado Jean Wyllys anunciou que deixaria o Brasil. A frase virou bordão entre bolsonaristas.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Porto Alegre recebe a primeira estação de carregamento elétrico ultrarrápido do Brasil

 Equipamento está localizado na avenida Sertório e consegue atender quatro veículos ao mesmo tempo


A cidade de Porto Alegre passa a ter, a partir desta quinta-feira, 28, a primeira estação de carregamento elétrico ultrarrápido de 480 kWh em operação no Brasil. O equipamento está localizado na avenida Sertório, 1700, no bairro São João, e foi instalado pela empresa Esquina do Futuro.


A tecnologia, desenvolvida em parceria com a WEG e a Tupi, permite carregar veículos elétricos de 10% a 80% em cerca de 15 minutos e atender até quatro automóveis ao mesmo tempo. O modelo supera os equipamentos atualmente classificados como ultrarrápidos no país, que operam entre 150 kWh e 350 kWh. O investimento privado na estrutura foi de aproximadamente R$ 1 milhão.


A estação integra o Plano de Desenvolvimento Urbano Sustentável do Distrito de Inovação, iniciativa da prefeitura que prevê a transformação de uma área de 251 hectares no 4º Distrito com foco em mobilidade elétrica, redução de emissões e urbanismo sustentável. O plano inclui ainda arborização, drenagem sustentável, uso de energias renováveis e integração com o transporte público.


A instalação conta com apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus). Segundo o coordenador-executivo do Escritório +4D, Artur Ribas, a iniciativa contribui para consolidar uma “área de baixo carbono” no perímetro do Distrito de Inovação, ao lado de ônibus elétricos e do uso de energia limpa em prédios públicos.

Correio do Povo

Comando Vermelho e PCC, as facções criminosas mais poderosas do Brasil

 As duas organizações criminosas foram classificadas como terroristas pelos Estados Unidos nesta quinta-feira



O Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), classificados nesta quinta-feira (28) pelos Estados Unidos como organizações terroristas, são as facções mais poderosas do crime organizado no Brasil. Ambas nasceram em prisões.


Comando Vermelho

O Comando Vermelho surgiu no presídio da Ilha Grande, localizada na Costa Verde do estado do Rio de Janeiro. O grupo nasceu na década de 1970 do encontro entre presos políticos e integrantes da guerrilha que combatia a ditadura militar brasileira (1964-1985), e detentos comuns.


Com o tempo, abandonou suas pretensões ideológicas para se especializar no tráfico de drogas, primeiro no Rio de Janeiro e depois em outras regiões do país. No fim da década de 1990, o CV começou a negociar diretamente com cartéis colombianos e bolivianos para se abastecer de cocaína.


No Rio de Janeiro, a organização ampliou nos últimos anos seu controle sobre as favelas em detrimento de outros grupos criminosos.


Primeiro Comando da Capital


O Primeiro Comando da Capital, por sua vez, nasceu dentro de um time de futebol formado por detentos de uma prisão em Taubaté, na região metropolitana de São Paulo. Seu objetivo inicial era reivindicar melhores condições de encarceramento, especialmente após o Massacre do Carandiru, no qual 111 pessoas morreram durante uma intervenção policial em uma prisão em 1992.

Em 2006, o grupo foi responsável por uma onda de violência sem precedentes, atacando especialmente delegacias e deixando várias centenas de mortos em poucas semanas no estado de São Paulo, em represália à transferência de alguns de seus integrantes para uma penitenciária de segurança máxima.


Assim como o CV, o PCC acumulou fortuna com o tráfico de cocaína, aliando-se à máfia calabresa 'Ndrangheta para enviar drogas produzidas na América do Sul para a Europa por meio de portos brasileiros. Posteriormente, investiu em diversos setores da economia formal para construir uma ampla rede de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.


Confrontos

O CV e o PCC coexistiram inicialmente de forma pacífica, mas há cerca de uma década começaram os confrontos pelo controle do abastecimento de entorpecentes vindos da Amazônia, na região de fronteira entre Colômbia e Bolívia, grandes produtores de cocaína.


No início de 2017, dezenas de detentos morreram em sangrentas rebeliões entre integrantes do PCC e facções aliadas ao CV em presídios do norte do Brasil. No ano passado, ambas as organizações foram alvo de importantes operações policiais.


Em outubro, 2.500 agentes invadiram dois complexos de favelas controlados pelo CV no Rio de Janeiro, em uma intervenção que se tornou a mais letal da história do Brasil, com mais de 120 mortos.


O PCC, por sua vez, foi alvo, em agosto, de uma operação destinada a atingir sua estrutura financeira. O objetivo era desmantelar uma extensa rede de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis, que também envolvia investimentos ocultos em fintechs, plataformas digitais de serviços financeiros.


Um novo capítulo dessa operação ocorreu nesta quinta-feira, tendo como alvo, em particular, as fintechs.

AFP e Correio do Povo

Eleições 2026: conheça as prioridades dos pré-candidatos ao governo gaúcho

 Marcelo Maranata (PSDB), Gabriel Souza (MDB), Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) participaram do programa Esfera Pública


Em ritmo de pré-campanha, o programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, recebeu, ao longo do mês, os quatro pré-candidatos ao Palácio Piratini – de partidos com representação no Congresso. Marcelo Maranata (PSDB), Gabriel Souza (MDB), Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) compartilharam seus projetos de campanha e apontaram prioridades para uma eventual gestão.


Infraestrutura, desenvolvimento, educação e saúde estão entre as bandeiras elencadas pelos pré-candidatos, que se preparam para o pleito, cuja data está marcada para 4 de outubro. Confira abaixo os principais pontos das entrevistas a Taline Oppitz:


Desenvolvimento será a principal aposta de Marcelo Maranata

O ex-prefeito de Guaíba e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Marcelo Maranata (PSDB), terá como principais bandeiras na campanha o desenvolvimento e a infraestrutura. “Não tem como pensar no Estado, se não pensar em desenvolvimento. E não é só trazer novas indústrias, mas fazer projeto para manter as que estão aqui”, explicou Maranata.


Aliado a isso, o ex-prefeito defende a melhora na infraestrutura do Estado para escoar a produção, incluindo portos e aeroportos. “Mas não dá para falar em infraestrutura e não falar na Região Metropolitana”, disse, em referência à falta de um transporte metropolitano de eficiência.


As duas prioridades elencadas por Maranata estão aliadas ao que ele classificou como um dos grandes problemas do RS: a falta de autoestima. Segundo o ex-prefeito, o Estado tem sido assolado por uma série de eventos que prejudicaram a economia e a população e não há ações efetivas de recuperação.


O pré-candidato ainda prometeu, em tom de crítica, que em um eventual governo seus secretários serão escolhidos por ele com base na experiência. "Um governo que quer crescer precisa ter regras claras", resumiu. Por último, Maranata defendeu também uma nova política de crédito para o agricultor, oriunda do Banrisul.


Gabriel Souza quer fazer “maior programa de irrigação da história brasileira”

O vice-governador e pré-candidato ao Palácio Piratini, Gabriel Souza (MDB), definiu quatro principais pontos para seu plano de governo. E o primeiro deles será a responsabilidade fiscal. Segundo Souza, ele dará continuidade ao projeto atual de governo que “recuperou o Estado” e mantém o controle das contas públicas. “Atenção, eleitor ou eleitora, quem falar que vai fazer mil e uma coisas precisa dizer de onde vai tirar o dinheiro”, alertou.


O segundo eixo é “cuidar do capital humano”. Aqui, a principal aposta será o investimento em programas educacionais e o aumento no número de matrículas em escolas de ensino integral.


O terceiro é liberdade econômica para gerar emprego e renda e, o último, a resiliência climática. Neste ponto, o vice-governador afirmou que, além de obras de reconstrução e resiliência, irá promover “o maior programa da história do país em irrigação e manejo de solo”. Seu plano é propor ao novo presidente e ao Congresso a prorrogação do Funrigs – o Fundo de Reconstrução do Estado, para onde os recursos destinados para pagar a dívida do RS com a União são encaminhados, a fim de custear obras de reconstrução e resiliência climática.


Ainda falando sobre resiliência climática, Souza acredita que o Estado está "infinitamente mais preparado" para enfrentar um novo episódio de emergência climática. Alegou, entretanto, que ainda há fatores que precisam avançar – e não só nesse quesito. Na segurança pública, por exemplo, o vice-governador prometeu maior proteção às mulheres.

Luciano Zucco aposta em mudanças na infraestrutura e revisões na educação

“Precisamos de uma nova forma de enxergar a política gaúcha”, afirmou o deputado federal e pré-candidato ao Palácio Piratini, Luciano Zucco (PL), que já definiu algumas de suas bandeiras de campanha para as eleições de 2026. Investimentos em infraestrutura devem estar no páreo, assim como a consolidação de uma política sólida de irrigação e mudanças nas normas da rede de educação do Rio Grande do Sul.


“Nós devemos trabalhar a infraestrutura que está ali, e não só depender do modal rodoviário. Precisamos potencializar o Rio Grande, mas abrir a possibilidade de um porto meridional. Nós precisamos investir no Salgado Filho, mas permitir um aeroporto na Serra Gaúcha”, afirmou Zucco.


Caso eleito, Zucco deverá conduzir mudanças na rede estadual de educação. “A gente não pode ter um Estado em que somos o 25° dentre 27 em alfabetização. É uma vergonha um Estado em que o governo coloque uma portaria em que as crianças possam rodar em quatro matérias”, disse e, na sequência, destacou que a revogação da medida estará no topo das suas prioridades caso seja eleito. O parlamentar se refere à portaria n°924/2024 da Secretaria de Educação (Seduc), que prevê a progressão parcial para estudantes da rede estadual.


Entre as pautas de campanha, o deputado federal destacou também o desenvolvimento econômico e a briga pelo fundo constitucional, que, segundo Zucco, opera com valores desequilibrados e incoerentes no sul do Brasil.


Saúde e educação serão prioridades de Juliana Brizola

"É uma fila interminável, uma fila onde tu entras com uma doença curável e sais com uma doença crônica", criticou a pré-candidata ao Palácio Piratini, Juliana Brizola (PDT), que levará a saúde entre as suas principais bandeiras de campanha. Para ela, esse é um tema que precisa ser encarado com "coragem" e por "gente que entende do assunto".


A pré-candidata defendeu a execução do programa “Pró-Hospitais”, que incentiva empresários a doar até 5% do ICMS pago ao governo do Estado para os hospitais filantrópicos e Santas Casas. “A gente pode injetar R$800 milhões por ano. O que pode ajudar a diminuir essa fila e, também, a melhorar a infraestrutura dos hospitais”, contou.


Outro foco de Juliana será a educação, a qual ela defende como um dos meios para desenvolver o Estado. “A educação é muito importante para um desenvolvimento econômico. Eu não conheço nenhum país, nenhum estado, nenhuma cidade, que se desenvolveu economicamente e que não teve melhora nos seus índices educacionais”, contou.


Entre as propostas para melhoria do sistema de ensino, está a ampliação de escolas de turno integral e a maior valorização dos professores e professoras. Questionada sobre as suas diferenças com o governador Eduardo Leite (PSD), Juliana disse que concorda com pontos defendidos pelo ex-tucano, mas critica o modelo adotado por ele nas privatizações da Corsan e da CEEE.

Correio do Povo

Nasa detalha planos para construção de base permanente na Lua; saiba os próximos passos

 Jared Isaacman, administrador da Nasa, anunciou que antes do fim de 2026, lançará três missões robóticas à superfície lunar



Dois meses depois de a Agência Espacial Americana prometer o que parecia impossível – construir uma colônia humana na Lua ao longo dos próximos dez anos –, os responsáveis da Nasa detalharam os primeiros passos para que o sonho se torne realidade. Na terça-feira, 25, Jared Isaacman, administrador da Nasa, anunciou que antes do fim deste ano, lançará três missões robóticas à superfície lunar, todas executadas por empresas privadas.


A primeira delas, prevista para o segundo semestre, é a Moon Base 1, a cargo da Blue Origin, a empresa espacial de Jeff Bezos. A missão terá como destino o polo sul da Lua, onde os EUA planejam construir sua base. Essa missão marcará a estreia do Blue Moon, o veículo desenvolvido por Bezos capaz de aterrissar na Lua


A segunda versão desse veículo vai competir com a Starship, de Elon Musk, para ver qual será usado para levar os primeiros astronautas do século XXI a pisar na Lua, nas missões Artemis 4 e Artemis 5.


A missão Moon Base 2, prevista também para este ano, será operada pela empresa Astrobotics, que terá uma segunda oportunidade para pousar na Lua seu veículo Griffin - que fracassou na primeira tentativa de pouso em janeiro de 2024. A terceira missão do novo programa dos EUA para construir sua base lunar também será executada por uma empresa privada, a Intuitive Machines, cuja alunisagem de sua sonda robótica Athena foi acidentada, depois de uma primeira tentativa fracassada.

Engenheiro detalha fases do projeto

Encarregado de desenvolver os ambiciosos planos de Isaacman para o estabelecimento da primeira colônia humana na Lua, o engenheiro Carlos García Galán, diretor do programa Moon Base, da Nasa, explicou durante a apresentação as três fases do projeto espacial: a primeira, que começa ainda este ano com as primeiras missões anunciadas, será destinada a realizar testes e aprender como os astronautas conseguirão sobreviver por longos períodos em um ambiente ainda mais hostil que o encontrado pelos astronautas das missões Apolo, entre 1969 e 1972.


Desta vez, o pouso previsto é no polo sul lunar, onde as temperaturas chegam a 200 graus negativos durante as noites que duram duas semanas e onde há crateras que ficam permanentemente na escuridão. Para estudar a fundo essa região, onde será estabelecida a colônia permanente, a Nasa planeja levar para lá veículos que os astronautas usarão para se deslocar na Lua, além de vários drones e outros instrumentos científicos.


Esses equipamentos serão enviados pelas 21 missões à Lua previstas para ocorrerem entre 2026 e 2029, quando se completa a fase inicial do Moon Base. Para 2029 já está prevista a criação das primeiras bases habitáveis, que serão provisórias, e funcionarão com a energia oriunda de instalações solares e nucleares. A partir de 2032, as bases serão permanentes, erguidas com a ajuda de robôs de construção.


Essa primeira colônia humana em outro mundo contaria com veículos de transporte pressurizados para cobrir grandes distâncias, com um sistema de telecomunicações e com centrais nucleares capazes de gerar energia de forma constante para que a base sobreviva às gélidas e longas noites lunares.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Trump já definiu como terroristas 14 grupos na América Latina

 Seis países da região foram alvo desse tipo de classificação, antes do Brasil



O Departamento de Estado dos EUA, comandado por Marco Rubio, um republicano com raízes familiares cubanas e base eleitoral na Flórida, já designou como terroristas grupos envolvidos em crimes de seis países da região: México (6), Colômbia (1), Venezuela (2), Equador (2), El Salvador (1) e Haiti (2).


Desses, apenas o Equador, de Daniel Noboa, e El Salvador, de Nayib Bukele, têm governos ideologicamente alinhados com Donald Trump e são considerados em Washington como parceiros no combate à criminalidade organizada transnacional. Os demais governos mantêm colaboração, mas divergem politicamente do presidente americano.


Noboa e Bukele estavam entre os líderes regionais convidados por Trump para a iniciativa Escudo das Américas, que discutiu combate à criminalidade, lançada em março, nos EUA.


Embora a lei americana não autorize ataques militares a partir da designação de terrorismo, é comum que organizações colocadas na lista sejam alvo de operações fora de seu território americano. Este cenário aumentou vertiginosamente as tensões entre os EUA e dois antigos aliados no combate ao crime organizado: México e Colômbia.


Nos últimos meses, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, passou boa parte do seu tempo negando que os EUA tenham autorização para realizar qualquer operação dentro do México.


Já o presidente colombiano, Gustavo Petro, chegou a bater boca com autoridades americanas - incluindo Trump, que o acusou de ser narcotraficante. Na ocasião, Petro respondeu que o americano tem um "cérebro senil".


Segundo Petro, Trump costuma chamar líderes de "narcoterroristas" quando eles se recusam a atender a interesses econômicos dos EUA. "O rótulo que Trump me dá, de foragido do narcotráfico, é um reflexo de seu cérebro senil. Ele vê os verdadeiros libertários como narcoterroristas porque não entregamos nem o carvão nem o petróleo", afirmou o presidente colombiano, em janeiro, durante uma das muitas crises com Trump.


O fantasma de uma operação militar americana também é um temor do governo brasileiro. Antes da operação em Caracas, para capturar o ditador Nicolás Maduro, os EUA designaram como terroristas as facções venezuelanas Tren de Aragua e Cartel de los Soles, uma organização obscura que seria liderada pelo comando do exército venezuelano.


O Departamento de Justiça dos EUA chegou a acusar formalmente Maduro de liderar o Cartel de los Soles, mas depois recuou. A medida anunciada nos EUA tem duas etapas: inicialmente, PCC e CV serão classificados como grupos terroristas especialmente designados (SDGT, na sigla em inglês).


Assim, os chefes dessas organizações e todos aqueles que se associarem a eles podem ser rapidamente submetidos a sanções por parte do Departamento do Tesouro americano, que já conta com uma lista de 18 mil nomes, entidades e empresas que vem aumentando há décadas.


Em seguida, a partir de 5 de junho, segundo Rubio, as duas facções passarão a ser consideradas "organizações terroristas estrangeiras" (FTO, na sigla em inglês). Essa designação tem consequências mais sérias, pois equipara PCC e CV a grupos como Al-Qaeda e Estado Islâmico.


Grupos terroristas e narcotraficantes têm muito em comum: são criminosos que utilizam a violência para chegar a um objetivo. E é aí que as duas coisas se separam. Organizações como Al-Qaeda e Estado Islâmico têm propósitos políticos. Os cartéis de Sinaloa e Jalisco, assim como PCC e CV, visam ao lucro.


Organizações criminosas já sofrem restrições econômicas nos EUA, como bloqueio de ativos e de transações. Neste aspecto, a mudança de status parece irrelevante. No entanto, uma vez na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO), há também a criminalização do apoio material recebido por esses grupos.


Na prática, empresas e indivíduos podem sofrer penalidades severas por fornecer bens, serviços ou capital a qualquer membro de um grupo designado como FTO - ou pegar até 20 anos de cadeia se receberem, arrecadarem ou distribuírem dinheiro dessas organizações.


Esse cenário traz uma nova camada de risco para investidores na América Latina. Uma vez que o crime comum - como mostrou a Operação Carbono Oculto, no Brasil - está misturado com a economia legal, uma empresa pode estar sujeita à acusação de "apoio material" mesmo quando realiza transações aparentemente legítimas.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo